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Economia

Projeções indicam recuo do investimento no 4º trimestre

As estimativas para o desempenho da FBCF de outubro a dezembro vão de recuo de 0,4% até queda de 5% em relação aos três meses anteriores.

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A retração de 3% da produção doméstica de bens de capital no último trimestre de 2013, mesmo com a manutenção dos estímulos do governo, frustrou expectativas de que os investimentos mostrariam alguma recuperação modesta no período, após o tombo de 2,2% entre o segundo e o terceiro trimestres (feito o ajuste sazonal) – mesmo tendo as importações desses bens tendo voltado a crescer nos últimos três meses do ano passado.

Economistas consultados pelo Valor afirmam que o cenário de atividade ainda fraca e a exportação contábil de quatro plataformas de petróleo, num montante de US$ 4,9 bilhões, ajudaram a derrubar o consumo interno de bens de capital (produção mais importação, menos exportação) nos últimos três meses de 2013, um forte indício de que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em máquinas e construção civil) voltou a encolher na comparação trimestral. As estimativas para o desempenho da FBCF de outubro a dezembro vão de recuo de 0,4% até queda de 5% em relação aos três meses anteriores.

Mesmo com o comportamento negativo da formação de capital fixo no segundo semestre, o crescimento acumulado desta variável do PIB em 2013 ainda deve ficar por volta de 5% a 6%, já que, de janeiro a junho passado, a volta ao normal da produção de caminhões, as supersafras e os incentivos do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do BNDES, levaram a FBCF a dar um salto de 6,2% de sobre o mesmo período do ano anterior.

Sócio e economista da JGP Gestão de Recursos, Fernando Rocha avalia que o bom resultado dos investimentos naquele período foi um movimento “forçado” pelas condições favoráveis do PSI, que ofereceu ao longo de todo o ano passado financiamento a juros reais negativos para a compra de máquinas, equipamentos e veículos pesados. Como, no entanto, as perspectivas para a economia continuaram ruins, o efeito dos estímulos do BNDES se esgotou na virada do primeiro para o segundo semestre.

“Naquele momento, os empresários trocaram as máquinas que tinham de trocar, mas para que o investimento seja mais contínuo, é preciso que também haja crescimento da demanda”, diz Rocha. Entre o terceiro e o quarto trimestres, ele estima que a FBCF caiu 0,4%, com retração de 1,8% na soma das importações e da produção de bens de capital, descontadas as exportações. Caso a variação atípica de 120% dos embarques desses produtos (em função das plataformas de petróleo) seja considerada, o tombo do consumo aparente de máquinas chega a 10,3%.
 
“O IBGE chama essas operações de exportações, mas na prática são investimento, porque as plataformas continuam no Brasil”, afirma Bráulio Borges, economista-chefe da LCA. Em seus cálculos, o recuo previsto de 4,5% para a FBCF no quarto trimestre de 2013 se converte em estabilidade, caso as plataformas entrem na conta da formação bruta, ao invés de integrarem as exportações de bens e serviços no PIB. No ano, diz, o resultado também ficaria diferente: os investimentos cresceriam 6,7%, e não 4,7%.

Segundo Fernanda Consorte, do Santander, a expansão de 4,5% do volume importado de bens de capital na passagem trimestral foi insuficiente para compensar a influência negativa das plataformas e da produção doméstica na formação de capital físico. Fernanda estima que, entre o terceiro e o quarto trimestres, os investimentos encolheram por volta de 5%, com retração de 9,6% no consumo interno de máquinas.

Independentemente de questões estatísticas, a economista afirma que o ambiente para os investimentos continuou piorando no fim do ano passado, devido à confiança ainda baixa do empresariado, ao aumento dos juros e ao cenário externo mais turbulento. Além disso, o acúmulo de estoques prejudicou a produção, com destaque para caminhões. Entre novembro e dezembro, a fabricação de bens de capital diminuiu 11,6%.

Nas contas de Aurélio Bicalho, do Itaú Unibanco, o consumo interno de bens de capital ficou 9,4% menor nos últimos três meses do ano passado, enquanto, junto aos dados da construção civil, que foram menos negativos, a formação de capital fixo caiu 2,9% sobre o trimestre anterior.

Para Bicalho, informações como as vendas de caminhões e ônibus e a avaliação dos empresários de bens de capital sobre a demanda já indicavam perda de fôlego dos investimentos desde o terceiro trimestre, período em que a produção do setor aumentou 0,2%. Com o descolamento entre a produção e consumo destes bens, foi necessário um ajuste mais forte no quarto trimestre deste ano, o que levou a uma retração mais forte da FBCF, afirma o economista do Itaú.

Rodrigo Baggi, analista de bens de capital da Tendências Consultoria, nota que, entre o terceiro e o quarto trimestres, quase todos os segmentos de bens de capital reduziram a produção, mas o maior impacto negativo partiu de equipamentos de transporte – na qual estão inseridos os caminhões – com queda de 3,5%, e bens de capital para fins agrícolas, cuja atividade recuou 6% na mesma ordem. Em dezembro, a produção de equipamentos de transporte diminuiu 15% sobre o mês anterior, com ajuste sazonal, diz o analista.

No início do ano passado, afirma Baggi, as condições atrativas do PSI vieram justamente quando as montadoras de caminhões voltaram a produzir, após terem ficado praticamente estagnadas em 2012, devido à regra que exigiu a troca de motores. Além disso, as supersafras agrícolas também incentivaram as compras de maquinário. No quarto trimestre, embora as condições do programa do BNDES tenham permanecido as mesmas, a demanda arrefeceu, o que explica a retração de 3%, prevista pela Tendências, para os investimentos.

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