Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,25 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,55 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,04 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,94 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,66 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,85 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 198,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 208,49 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 221,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,69 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,88 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,49 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.114,33 / t
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Alemã E.ON faz novos aportes para manter operação da Eneva

Kildahl, membro do conselho da E.ON, afirmou recentemente que a Eneva entregou um bom desempenho operacional.

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Alemã E.ON faz novos aportes para manter operação da Eneva

Uma das últimas gigantes energéticas europeias a entrar no mercado brasileiro, a alemã E.ON ainda está longe de ver resultados azuis de seus investimentos no país. A companhia informou ao Valor que já investiu € 1,1 bilhão (cerca de R$ 3,3 bilhões, pela cotação atual) na Eneva (antiga MPX), desde janeiro de 2012, quando adquiriu sua primeira fatia, de 10%, da elétrica criada por Eike Batista e escolhida para ser o seu canal de atuação no Brasil.

A quantia não inclui os R$ 120 milhões aportados pela empresa na última semana, na primeira fase do novo aumento de capital da Eneva, de até R$ 316 milhões. Pelo acordo de reestruturação da elétrica anunciado no início do mês, a E.ON pagará até R$ 450 milhões a mais na segunda etapa do novo aumento de capital, prevista para terminar em meados de agosto. Ao fim do processo, a E.ON poderá alcançar, no máximo 49,9% do capital da Eneva.

A gigante alemã está em uma espécie de “sinuca de bico”. Se abandonar o negócio agora, vai realizar um prejuízo bilionário em sua vinda para o Brasil. E, se quiser manter a sua aposta no país, terá de desembolsar mais dinheiro para manter o fôlego da Eneva e com perspectiva de virada nos próximos anos.

Procurada pelo Valor, a E.ON informou que, por ser uma das controladoras da Eneva, não poderia comentar a situação financeira ou as projeções relativas à empresa. No entanto, Jorge Kildahl, membro do conselho de administração da E.ON, afirmou, em comunicado sobre o recente acordo de reestruturação, que a Eneva entregou um bom desempenho operacional ao longo dos últimos meses.

“Estamos satisfeitos que, juntamente com outros principais acionistas e bancos de financiamento, tivemos capacidade de apoiar a gestão da Eneva a perceber o potencial significativo da empresa”, disse Kildahl, ressaltando que a empresa figura entre os mais importantes geradores termelétricos do Brasil.

Segundo um analista financeiro especializado no setor elétrico que preferiu não se identificar, diferentemente de outras gigantes europeias – como a francesa GDF-Suez e as espanholas Endesa e Iberdrola -, que investiram em ativos existentes ao chegar ao Brasil, a E.ON apostou em uma empresa pré-operacional, com projetos “greenfield” (empreendimento que parte do zero). “O plano desenhado pela MPX era muito interessante. Mas o problema foi o mesmo das demais companhias de Eike Batista: a demora para entregar os projetos prometidos”, disse o especialista.

Na última semana, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu, até 18 de junho, a cobrança de qualquer penalidade à Eneva pelo atraso no cronograma da térmica a gás Parnaíba II, no Maranhão. A decisão deu fôlego para a elétrica, que teria que pagar cerca de R$ 227 milhões relativos apenas a março, de acordo com a agência. O valor equivale a mais que o dobro do caixa da empresa no fim de março, de R$ 96,4 milhões.

A grande, ou a única, aposta da E.ON é que o Brasil, que passa por uma situação delicada de abastecimento elétrico, terá de aumentar o parque de geração termelétrico nos próximos anos. A situação abrirá novas oportunidades de negócios para termelétricas a gás natural e carvão, principais nichos de operação da Eneva e de experiência da E.ON.

De acordo com projeção recente divulgada pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, os leilões de energia organizados pelo governo deverão contratar 7.500 megawatts (MW) de capacidade instalada de térmicas a gás e carvão entre 2014 e 2018.

No portfólio da Eneva, figuram projetos de térmicas a gás natural e carvão que somam 5,4 mil MW instalados no complexo do porto do Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro. A empresa, que aguarda oportunidade de negócios nos leilões deste ano, está recorrendo contra uma negativa de renovação da licença de instalação da usina a carvão.

A Eneva também possui outro complexo termelétrico a carvão, de 1,327 MW, em Candiota (RS). Parte do empreendimento, a usina de Seival, de 600 MW de potência, já possui licença ambiental de instalação o que a credencia para participar do próximo leilão de energia do tipo A-5, que negocia contratos com início de fornecimento em cinco anos, marcado para 12 de setembro.

Segundo o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, Fernando Zancan, ainda é preciso saber qual o preço-teto que o governo definirá para o leilão para avaliar se as térmicas a carvão terão condições competitivas para arrematar contratos.

O parque gerador em operação da Eneva hoje é de 2,4 mil MW de potência, principalmente de térmicas a gás e carvão. Globalmente, a E.ON possui 63 mil MW em operação, o equivalente a cerca de metade de todo o parque gerador brasileiro. No ano passado, a companhia lucrou cerca de € 2,5 bilhões.

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