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Comércio Exterior

Primeiro lote de frango brasileiro sob acordo Mercosul–União Europeia gera alerta sanitário na Grécia

Caso envolve cerca de 3 toneladas do primeiro carregamento no âmbito do acordo Mercosul–União Europeia; especialista pede cautela e rejeita generalizações contra o Brasil

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Primeiro lote de frango brasileiro sob acordo Mercosul–União Europeia gera alerta sanitário na Grécia

Um lote inicial de frango congelado exportado pelo Brasil para a Grécia está no centro de uma investigação sanitária após autoridades locais indicarem a presença de salmonella em grande parte da carga. Segundo informações divulgadas pela Federação Pan-Helênica de Engenheiros Geotécnicos Públicos, aproximadamente 80% das cerca de 3 toneladas analisadas teriam apresentado contaminação. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa no último sábado (2).

O carregamento seria o primeiro enviado ao país europeu dentro do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, o que ampliou a repercussão do caso e levantou debates sobre segurança alimentar e controle sanitário nas exportações.

Apesar da preocupação, o CEO do LIDE Bélgica, Jogi Humberto Oshiai, defende uma análise equilibrada. Segundo ele, episódios pontuais não devem ser utilizados para generalizar problemas em toda a cadeia produtiva brasileira, que possui histórico consolidado de exportação e atende a mercados com exigentes padrões sanitários.

“O caso relatado levanta preocupações legítimas sobre segurança alimentar, mas é importante manter uma análise equilibrada e evitar generalizações apressadas contra o setor exportador brasileiro”, afirma.

Oshiai ressalta ainda que a presença de microrganismos como salmonella ou Escherichia coli não é exclusiva de um país específico, sendo um risco inerente à produção de proteína animal em escala global. Por isso, mecanismos como o Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF) são fundamentais para identificar e impedir a entrada de produtos fora dos padrões nos mercados importadores.

Outro ponto levantado é a limitação de informações disponíveis até o momento, como a identificação da empresa exportadora e a dimensão total dos lotes envolvidos, o que impede conclusões mais amplas. Para o executivo, também é precipitado associar o episódio diretamente a falhas estruturais no acordo entre os blocos econômicos.

Diante da repercussão, cresce a expectativa por um posicionamento oficial da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que deve esclarecer os fatos e contribuir para preservar a credibilidade da avicultura nacional no mercado internacional.

Em síntese, o episódio deve ser investigado com rigor pelas autoridades competentes, mas sem que um caso isolado seja transformado em um julgamento generalizado de toda a produção brasileira.

Confira abaixo um trecho da coletiva com o presidente da Federação, Nikos Kakavas:


A opinião expressa de Jogi Humberto Oshiai não reflete necessariamente a posição da entidade que representa em Bruxelas.

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