Projeções para 2013 apontam que maiores crescimentos serão nas culturas de batata-inglesa, laranja e tomate.
Valor da produção das lavouras aumenta 9,8% em relação ao ano passado

O Valor Bruto de Produção (VBP) das lavouras brasileiras neste ano deve somar R$ 271 bilhões, valor 9,8% superior aos R$ 246,9 bilhões registrados em 2012. A estimativa foi divulgada nesta segunda-feira, 10 de junho, pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa).
“Como a safra de grãos 2012/13 está praticamente concluída, restando apenas informações das lavouras de inverno e do milho de segunda safra, o valor da produção daqui em diante tende a se estabilizar, a menos que haja eventos não esperados que possam mudar essa tendência”, explicou o coordenador de Gestão Estratégica do Mapa, José Garcia Gasques.
A maior parte dos produtos pesquisados apresentou aumento real do valor da produção neste ano. Os maiores destaques são a batata-inglesa, 31%; laranja, 30,1% e tomate, 82,3%. Um grupo de sete produtos tem perspectiva de crescimento menor, mas também expressivo: banana, 8,9%; arroz, 7,9%; cana- de-açúcar, 9,4%; feijão, 10,3%; fumo, 18,2%; milho, 11,8% e soja. 17,1%.
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Os resultados dos valores da produção regionais mostram uma ligeira tendência de queda do valor da região Norte, com redução de 0,7% em relação ao ano passado, e de aumento no Centro Oeste (2,3%), Sul (27%), Sudeste (14,1%) e Nordeste (9,7%). “Importante destacar que os aumentos de valor da produção esperados no Sul e Sudeste devem-se principalmente ao desempenho desfavorável dessas regiões no ano passado”, ressalta Gasques. Ainda de acordo com ele, o resultado do Nordeste deve-se às perdas na região devido à seca, principalmente em relação ao milho.
O resultado leva em conta os levantamentos da safra de março realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além dos preços pagos aos produtores. Como o VBP mede a evolução do desempenho das lavouras ao longo do ano, é normal que as mudanças dos preços dos produtos e as quantidades previstas de produção afetem os valores do estudo feito mensalmente.





















