Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,29 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,12 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 177,76 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 209,26 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,84 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.210,08 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 208,53 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 185,84 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 176,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 180,04 / cx
Economia

‘Retrato’ do Brasil piorou, mas ainda é positivo

Decisão da Moody’s, segunda agência a alterar a perspectiva da nota de crédito do país, divide economistas.

Compartilhar essa notícia
‘Retrato’ do Brasil piorou, mas ainda é positivo

O retrato do Brasil piorou. Em 2008, ano em que o país alcançou o almejado grau de investimento conferido em abril pela Standard & Poor’s, o crescimento econômico do país alcançou expressivos 5,2%, ante projeções que não passam de 2,5% tanto para este quanto para o próximo ano.

Uma olhada em outros indicadores de 2008 – como a dívida bruta próxima do nível atual, de 59% do PIB, ou a taxa Selic de 13,75% ao ano àquela época – mostram que, mais do que o retrato, foram as expectativas com relação ao Brasil que se deterioraram consistentemente, o que levou outra agência de classificação de risco, dessa vez a Moody’s, a revisar a perspectiva do rating soberano na quarta-feira à noite. Ontem a agência voltou à carga, revisando a perspectiva de bancos brasileiros e rebaixando a nota de crédito da Petrobras.
 
O Brasil também não vai bem na comparação internacional. Dados compilados no World Factbook da CIA, de 2012, mostram que o endividamento bruto é significativamente mais alto do que o de países com nota de crédito soberano menor que a brasileira, como Índia e Colômbia. A taxa de investimento do país, que alcançou 20,5% do PIB em 2010, caiu para 18,1% no ano passado, enquanto o México investiu 20,7% do seu PIB no ano passado, a Colômbia 23,9% e o Peru 26,6%.

O significado e a importância da decisão dividem analistas e economistas, que divergem, inclusive, sobre o futuro do país. “De fato, o país não é mais igual ao Brasil de anos atrás, que contava com expectativas de expansão do crédito, da renda e de forte crescimento”, reconhece Paulo Gala, estrategista da Fator Corretora. Ao mesmo tempo, diz ele, o “novo Brasil” ainda contaria com pontos a favor da manutenção do grau de investimento, como um grande volume de reservas e uma trajetória ainda declinante da dívida líquida sobre o PIB. “Tomamos um puxão de orelha, mas ainda estamos relativamente bem posicionados.”

Do lado negativo, Gala avalia que um dos pontos mais importantes é perceber que a melhora das contas públicas nos últimos anos se deveu fundamentalmente à expansão do PIB e, sem esse gatilho, é possível que a fragilidade do país aumente. Ele também avalia que, olhando para trás, hoje está claro que a política de desonerações atrapalhou a arrecadação e a dinâmica da dívida pública e, mais importante, não estimulou de forma relevante os investimentos.

Diferentemente de 2008, quando o primeiro grau de investimento obtido pelo país pegou todo mundo de surpresa, a mudança feita pela Moody’s já era esperada por analistas e investidores e não deve ter consequências diretas sobre a economia este ano, avalia o economista-chefe do Banco Fibra, Cristiano Oliveira. No entanto, diz ele, o mercado deve ficar ainda mais cauteloso em relação aos fatores que levaram à decisão da agência, o que exigirá uma resposta do governo, principalmente na questão fiscal.

Para Oliveira, o governo precisa não só definir uma meta de superávit primário para 2014, mas também esclarecer como será atingida. “Existe grande incerteza em relação ao cumprimento da meta, e também em relação a qual número precisamos olhar”, disse o economista, lembrando que, em 2012, o Tesouro fez uso de “contabilidade criativa” para chegar ao superávit de 3,1% do PIB.

A Moody’s reconhece que em seu balanço dos riscos que afetam a nota de crédito do Brasil, as preocupações com o crescimento hoje ganharam relevância em relação aos indicadores fiscais. Embora a piora da relação entre dívida bruta e PIB seja destaque entre as razões da agência, o foco mudou levemente para o crescimento. “Sempre estivemos preocupados com os indicadores fiscais, porque são os que mais destoam dos outros países com o mesmo rating. Para ser honesto, no presente, as preocupações com o crescimento são tão importantes, se não mais, quanto as com a parte fiscal”, diz Mauro Leos, vice-presidente-sênior para crédito da Moody’s.

Segundo Leos, a expansão da economia brasileira deve se manter ao redor de 2,5% neste e no próximo ano, o que significaria um período total de quatro anos de crescimento relativamente baixo pelos padrões locais. Leos diz, no entanto, que embora o fato não tenha sido mencionado no relatório, a expectativa é que em 2015 a economia volte a se expandir em ritmo mais próximo do visto em anos anteriores, o que significaria taxa superior a 3%, estimulada pelo programa de concessões em infraestrutura do governo.

Para Leos, se o Brasil não crescer a taxas significativamente mais altas do que 3%, será difícil preservar a perspectiva estável, e mais difícil voltar à perspectiva positiva para a nota de crédito do país. Tudo, porém, vai depender do programa de concessões. “Se o programa não tiver tanto sucesso quanto o governo espera, há uma boa chance de a economia continuar registrando baixo crescimento, mesmo após 2015. “E se isso acontecer, poderá colocar pressões sobre o governo e sobre o rating do Brasil.”

Carlos Kawall, economista-chefe do banco J.Safra, ressalta que o contexto de crescimento econômico mais baixo prejudica os indicadores de solvência, pois afeta as receitas do setor público. Além disso, independentemente de oscilações de um ano para o outro, a taxa de investimento muito baixa afeta o crescimento potencial da economia. Para o ex-secretário do Tesouro Nacional, o produto potencial, está atualmente entre 2,5% e 3%. “E com a taxa de investimento caindo, ele pode continuar a cair.”

Mansueto Almeida, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), afirma que o Brasil corre o risco de ficar preso em um equilíbrio ruim, em que ainda é necessário realizar um superávit primário razoavelmente elevado, em torno de 2% do PIB, para manter a dívida estável, sem deixar muito espaço para aumentar o investimento público. Ele avalia que o Brasil, em relação a outros emergentes, tem pouco grau de liberdade para manobrar a política econômica. “Não há espaço para elevar o endividamento e nem a carga tributária no Brasil, o que ainda pode ser feito no México”, afirma.

Segundo ele, com os sinais corretos, como maior empenho em realizar a agenda de investimentos em infraestrutura, o governo ainda pode reverter a mudança de percepção em relação ao Brasil. Os atuais indicadores, afirma, não justificam a perda de grau de investimento do país.

Na mesma linha, o economista e ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento, Delfim Netto, acredita que não há nenhum risco de perda de controle. “O que as agências estão dizendo já faz algum tempo é que a dívida bruta no Brasil é muito alta quando comparada a de outros emergentes”, diz. Para Delfim, o sistema previdenciário é um dos principais fatores de risco para as contas públicas no futuro.

Para Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, a dívida bruta do governo apresentou efetivamente uma leve piora, mas que não seria suficiente para alterar a percepção do país. “Além do mais, para ser sincero, não levo essas agências a sério. Quem leva?”, questiona.

Assuntos Relacionados
Brasilcrédito
Mais lidas

Atualizando dados.

Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,32
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,31
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 129,29
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,12
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,96
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,69
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,64
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,80
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 177,76
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 188,37
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 200,90
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 209,26
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 168,81
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 194,84
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,05
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,09
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.210,08
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.093,06
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 208,53
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 185,84
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 176,21
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 180,04
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341