Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,23 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,21 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,33 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 186,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 201,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,74 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,04 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.203,09 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.085,53 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 178,26 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 170,55 / cx
Nutrição Animal

Alimentação animal deve encerrar ano na estabilidade

Aumento de produção em alguns segmentos não compensou retrocesso de outros.

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Alimentação animal deve encerrar ano na estabilidade

Após retração de 3% em 2012, o setor de alimentação animal registra estabilidade de janeiro a setembro de 2013, com relação ao mesmo período do ano anterior, contabilizando a produção de 46,5 milhões de toneladas de ração, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).  A tendência é de que o ritmo do setor se mantenha até o final deste ano com produção estimada em 63 milhões de toneladas. “A estabilidade deve ser mantida, talvez um sutil crescimento, caso o segmento de avicultura de corte tenha forte resposta nos últimos três meses”, explica Ariovaldo Zani, vice-presidente Executivo do Sindirações.

Setores como suinocultura, bovinocultura e avicultura de corte registraram queda até setembro. No caso da bovinocultura, a depreciação foi de 4,2% em relação ao ano passado, devido, entre outros fatores, ao alto preço do bezerro que desestimulou a reposição do boi gordo. O destaque positivo foi a aquicultura, que até setembro produziu cerca de 550 mil toneladas de rações para peixes e camarões, 12,2% superior ao mesmo período do ano anterior.

No ano passado, o retrocesso do setor de alimentação animal foi motivado pela alta dos preços do farelo de soja e do milho, escassez de capital de giro, recuperações judiciais requeridas por produtores descapitalizados, dentre outros fatores. Para Zani, em 2013 a perda de competitividade e produtividade das cadeias de produção animal comprometeram a esperada recuperação. “Essa situação foi acentuada pela persistente insegurança jurídica, falta de clareza sobre direitos e deveres, sucessivas alterações nas legislações e marcos regulatórios, além da burocracia estatal permeada por excessivos e complexos procedimentos e a asfixiante carga de impostos que onera os preços por conta do sistema cumulativo de tributos”, afirma.

“A estimativa de crescimento do PIB para o Brasil não é animadora. O índice de pouco mais de 2% reflete a pressão dos estreitos gargalos da infraestrutura local e da ineficiente diplomacia voltada ao comércio internacional travada no apático multilateralismo e alheia aos acordos bilaterais”, completa.

Zani destaca ainda incidência de PIS/COFINS no setor, tornando a cadeia produtiva de alimentação animal cada vez mais cara. Ainda em 2010 o entendimento do setor, estabelecido com o Ministério da Fazenda, para redução do preço ao produtor e a simplificação dos procedimentos contábeis não foi satisfatória e a desoneração requerida foi, apenas, parcial. Diante da queda da lucratividade pela absorção integral do custo do não aproveitamento dos créditos pagos na aquisição dos ingredientes e por conta da necessidade da extensão do benefício para cumprimento do princípio da isonomia às cadeias produtivas ainda não contemplada, o Sindirações apresentou estudo atualizado com nova modelagem e respectiva solução compensatória à renúncia fiscal. Em meados do ano corrente, o Congresso Nacional aprovou proposta de desoneração apropriada ao setor que, contudo, foi vetada pelo Executivo.

Apesar da aproximação das festas de final de ano, que devem elevar o consumo varejista e impulsionar a produção de alimentos para animais, o desempenho do setor no último trimestre não deve surpreender o mercado, tornando real a hipótese de estabilidade em comparação à 2012.

AVICULTURA DE CORTE

A alta expressiva do milho e da soja verificada no segundo semestre de 2012 descapitalizou os produtores e imprimiu queda generalizada na produtividade das matrizes de ovos férteis. Embora o custo da alimentação tenha arrefecido – e faltando apenas um trimestre – a demanda da avicultura de corte recuou 1,3% e consumiu 22,1 milhões de toneladas até setembro, principalmente por causa da escassa oferta de pintainhos para alojamento.

AVICULTURA DE POSTURA

Na contramão, a produção de ração de postura cresceu 5% e somou 4,2 milhões de toneladas até setembro, em resposta ao vigoroso alojamento de poedeiras. No entanto, essa superoferta de ovos que pressiona seu preço no atacado, pode forçar a redução da atividade das granjas e diminuir o apetite pela alimentação animal no último trimestre do ano.

BOVINOCULTURA DE CORTE

Apesar de a alimentação representar, em média, 25% do custo de operação do confinamento e pesado menos, desde janeiro deste ano a demanda por rações para gado de corte alcançou 2,1 milhões de toneladas até setembro, ou seja, um retrocesso de 4,2%, quando comparado ao mesmo período do ano passado. A constatação do boi magro e bezerro valorizados, combinada ao preço nada atraente da arroba do terminado que determina relação de troca aquém da expectativa, tem desestimulado a reposição. Mesmo com o final do último trimestre de 2013, é bem possível que não mais que 3,3 milhões de cabeças implicarão retrocesso consecutivo no consumo da alimentação industrializada.

BOVINOCULTURA DE LEITE

Até o mês de setembro desse ano foram produzidas 3,9 milhões de toneladas de rações, um avanço de 2,5% na demanda da bovinocultura leiteira, uma vez que o produtor tem desembolsado menos na nutrição do rebanho por conta do alívio no preço do milho e da soja.  Essa recuperação do poder de compra permitiu à atividade retomar o investimento na alimentação tecnificada. No entanto, o incremento de produtividade foi insuficiente para atender a demanda dos laticínios e, em consequência, os preços do leite pagos ao produtor seguiram trajetória ascendente e alcançaram os maiores valores já registrados. Esse patamar elevado já sofre rejeição do consumidor e o efeito sazonal de maior oferta de leite no último trimestre deve pressionar os preços e conter de alguma forma o apetite pelas rações e concentrados.

SUINOCULTURA

A crise resultante do custo do milho e farelo de soja afligiu sobremaneira todas as cadeias produtivas de proteína animal em 2012. A liquidação forçada de parte dos planteis e reprodutoras manteve escassa a oferta de leitões, que associada à retração dos embarques para o exterior, contribuiu no esfriamento da demanda por rações, cuja produção recuou mais de 0,5% e somou 10,9 milhões de toneladas, de janeiro a setembro desse ano. Diante da contínua e ininterrupta consolidação dos independentes e da oferta de carne suína continuar extremamente ajustada à demanda nesse último trimestre, é possível estimar que a quantidade de rações produzidas poderá contabilizar estabilidade em 2013.

AQUICULTURA INDUSTRIAL

De janeiro a setembro a demanda por rações para peixes e camarões cresceu 12,2% e alcançou quase 550 mil toneladas. O estímulo lançado pelo Plano Safra de incentivo à produção aquícola e a tendência de harmonização nos requisitos para concessão de licenças ambientais, devem manter o dinamismo apurado nas respectivas cadeias produtivas e permitir a produção de quase 750 mil toneladas de rações em 2013.

CÃES E GATOS

Até setembro a produção de alimentos para cães e gatos cresceu 5,1%, superando 1,9 milhão de toneladas, impulsionada pela classe média emergente – que já representa mais da metade da população brasileira. Os animais de companhia são considerados membros das famílias desses proprietários que se estabeleceram no mercado de trabalho formal e tiveram sua renda aumentada, além de encontrar mais crédito ao seu alcance. Esse poder de consumo aumentado tem permitido exercitar a posse responsável através do oferecimento de alimentação industrializada, visita ao veterinário e desfrute dos serviços especializados em estética e acessórios. A preocupação crescente com a saúde/bem estar e a ampliação do processo de antropomorfização deve manter alavancada a demanda durante o último trimestre do ano.

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