Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,43 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,75 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,29 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,97 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,90 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,77 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.570,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.465,74 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,91 / cx
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Mercados

Celulose deve ficar mais cara, diz Suzano

Presidente da empresa sinaliza que outros reajustes no preço podem ocorrer até o final do semestre.

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Celulose deve ficar mais cara, diz Suzano

O presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, afirmou que a tendência de preços para a celulose no curto prazo é de alta. Após anunciar um reajuste de US$ 30 por tonelada no produto vendido ao mercado asiático a partir de abril, Maciel sinalizou que outros reajustes podem ocorrer até o final do semestre. “É difícil comentar (sobre reajustes), mas acho que a tendência para esse próximo trimestre é de alta”, disse.

A Suzano oficializou na última segunda (26) a decisão de elevar o preço lista (de referência) do insumo vendido para a Ásia de US$ 640 para US$ 670 por tonelada. O aumento naquele mercado reduzirá a partir de abril a diferença entre os preços praticados na Ásia e a cotação do produto na Europa (US$ 760) e nos Estados Unidos (US$ 820 por tonelada). “A Ásia está com preços defasados em relação aos demais. E continuaremos avaliando o mercado”, complementou Maciel.

De acordo com o executivo, o mercado europeu dá sinais de estabilidade de demanda e os Estados Unidos já apresentam alguma recuperação das compras. “Acredito que à medida que o assunto (crise) na Europa se acalmar, a demanda voltará mais forte”, disse. As vendas para a China já apresentaram aceleração nos últimos meses, segundo o executivo.

Capacidade – Maciel também falou sobre os recentes anúncios de novas fábricas de celulose em nível mundial. Esta lista é representada por projetos considerados certos, como a expansão da Eldorado Brasil, da CMPC Celulose Riograndense e da joint venture entre Stora Enso e Arauco no Uruguai, mas também por iniciativas consideradas embrionárias, como a fábrica de uma nova empresa chamada Braxcel Celulose.

“Estão surgindo novos players e que não dependem de disciplina dos fabricantes já existentes. Mas acho difícil que todos esses empreendimentos sejam realizados. Porque, se fizermos as contas e analisarmos a relação entre oferta e demanda, a situação ficará muito complicada para frente”, afirmou.

Questionado sobre a análise de novas empresas, como a Eldorado, de que as atuais empresas do setor estão endividadas e por isso enfrentarão dificuldades para viabilizar novos projetos, Maciel foi direto: “Os bancos vão olhar a viabilidade dos projetos. E se olhamos o balanço dessas empresas um endividamento de R$ 6 bilhões, eles também ficarão endividados”, afirmou. “Só que a relação entre patrimônio e endividamento é diferente”, complementou Maciel, destacando a diferença de porte de uma empresa como a Suzano para uma dessas novas empresa do setor.

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