Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,56 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,92 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,12 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 177,83 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 189,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,46 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,36 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.217,19 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 212,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 191,00 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 182,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 184,52 / cx
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O alto custo do alimento barato – por Wolmir de Souza

Desde a gestão agrária do governo Lula, até o momento atual da crise dos setores avícola e suinícola, veja artigo que aponta algumas apostas erradas de nosso colunista. Leia o artigo.

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O alto custo do alimento barato – por Wolmir de Souza

Resgatando um pouco meus artigos e opiniões, li há poucos dias um artigo de quando fui questionado 10 anos atrás sobre o governo Lula e o agronegócio brasileiro. A política (até então no discurso) do PT era – ou ainda é – e não podemos negar, tão menos incriminar: “Todo ser humano deve ter acesso ao alimento básico”. Respondi com convicção e com a certeza de que quem produz este mesmo alimento também seria recompensado. Errei completamente.

Hoje, 10 anos após, a palavra mais forte que ecoa, inclusive nos palácios governamentais, mas principalmente no Ministério da Agricultura chama-se “crise”.  Crise esta que vai muito além do próprio agronegócio, pois o País, mesmo não sendo valorizado ou reconhecido como tal, tem como base econômica a produção de proteínas de origem animal e vegetal. Talvez se o próprio governo tivesse admitido sua fragilidade quanto a famosa crise mundial (marolinha), teria hoje um bom pretexto para a crise que ele mesmo criou.

Os altos custos de produção de grãos, aliados ao equivocado fortalecimento das exportações de produtos de pouco valor agregado, fazem com que as proteínas de origem animal se tornem inacessíveis para boa parte da população brasileira. Se não bastasse, um dos setores do agronegócio que mais emprega e gera divisas, que é a produção de suínos e aves, corre risco de fechar as portas, como já está ocorrendo, pela falta de insumos básicos como milho e soja. Mesmo com estiagem, o País teve produção suficiente, porém a busca por resultados positivos na balança comercial de imediato fazem com que, ao invés de vendermos carnes (produtos de valor agregado), continuemos a exportar grãos.

O Estado de Santa Catarina vive claramente este exemplo . Fez um trabalho e investiu durante anos em seu status sanitário, conseguiu o grande diferencial que tem, entre outros, o foco na exportação de carne suína para a China, e vê com muito pesar seus animais passando fome e seus produtores deixando a atividade completamente endividada enquanto o Brasil alimenta a produção chinesa com soja brasileira.

A prova viva de que o governo brasileiro está alheio a todas estas dificuldades foi mais uma vez a crise da suinocultura que, mesmo com todo empenho de nossos representantes políticos e setoriais, nenhuma ação foi realizada na prática. Quero ver qual será o comportamento do governo quando a grande camada da população não tiver mais acesso a carnes.

Por ora poderá adotar a mesma política que acontece no leite, importa o produto desmerecendo seu setor, mas a grande probabilidade que com a falência do setor de carnes nossa balança comercial não permitirá erros estratégicos, como acontece agora.

Wolmir de Souza é presidente do Instituto Nacional da Carne Suína (INCS)

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