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Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
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Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
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165 bilhões de dólares no lixo – por Coriolano Xavier

Relatório divulgado nos Estados Unidos, pelo Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, revela que 40% dos alimentos colocados no mercado consumidor norte-americano são desperdiçados.

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165 bilhões de dólares no lixo – por Coriolano Xavier

Relatório divulgado nos Estados Unidos, pelo Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC)*,  revela que 40% dos alimentos colocados no mercado consumidor norte-americano são desperdiçados — e que a maior parte desses restos de comida rica em nutrientes acaba apodrecendo em aterros sanitários.

Por lá, a opinião pública ainda não dá muita atenção a este fato dramático, embora uma quantidade significativa de energia, terra e água sejam empregadas anualmente para produzir esses alimentos perdidos.

No Brasil, a realidade tende a ser parecida, pois vivemos o mesmo modelo de civilização, assentado na urbanização acelerada e no conceito de sociedade de consumo, dois fatores que estão na origem do problema. A nossa diferença é que aqui ainda faltam levantamentos para fazer um diagnóstico amplo e completo da questão.

Em outro estudo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostra que o desperdício total de alimentos no mercado doméstico alcançou o equivalente a 165,8 bilhões de dólares em 2008 — ano mais recente para o qual há uma análise completa, desse tipo. São 390 dólares anuais per capita, jogados fora.

As causas dessa perda gigante estão associadas a aspectos estruturais de produção e logística, ou de gestão, “no dentro” e “no pós porteira”. Mas também incluem regulamentações, aversão cultural a produtos esteticamente desagradáveis e mais um sem número de outras pequenas ou grandes razões.

Está na hora de lançar um olhar mais atento ao problema, priorizando o desperdício de alimentos dentro de políticas públicas e programas de qualidade das empresas, inclusive com metas para redução das perdas e metodologias para avaliar resultados alcançados.

E, como hoje muito se fala do marketing da sustentabilidade, fazer também o Marketing Anti Desperdício – ou do Desperdício Zero. Não apenas com campanhas pontuais aqui e acolá, mas com ações de profundidade em toda a cadeia agro alimentar.

No campo, por exemplo, estimular a busca de mercados secundários para produtos com imperfeições. Na agroindústria, fazer uma revisão do design de produtos e uma reengenharia de processos produtivos e logísticos.

Entre os consumidores, certamente há espaço para projetos de marketing educativo, visando difundir conceitos para uma alimentação inteligente — com porções realistas, compra adequada, estocagem apropriada e quantidades racionais no preparo.

Nos serviços de alimentação, pode-se incentivar cardápios com escolha mais limitada e porções flexíveis, além do treinamento das equipes e campanhas de conscientização. Tudo monitorado com auditoria rigorosa sobre as perdas — da agroindústria até a mesa.

Quem vai fazer tudo isso? Todos, pois todos perdem com a situação atual e todos ganharão se soluções forem encontradas: governos, empresas e consumidores. Este é um desafio de triplo resultado.

(*)  NRDC – Natural Resources Defense Council; “Wasted: How America is losing up to 40 percent of its food from farm to fork to landfill”, Dana Gunders, agosto 2012.

Coriolano Xavier
Membro do CCAS – Conselho Científico para a Agricultura Sustentável.
Professor do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing.

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