Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Exportação

Governo quer solução para embargo russo até dezembro

Ministério da Agricultura corre para tentar levantar o embargo parcial daquele país às carnes brasileiras até a viagem de Dilma Rousseff à Rússia, em dezembro.

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Governo quer solução para embargo russo até dezembro

Com a viagem de Dilma Rousseff para a Rússia em dezembro, o Ministério da Agricultura corre para tentar suspender o embargo parcial daquele país às carnes brasileiras, em vigência desde junho de 2011.

A Pasta promete enviar, até a semana que vem, uma resposta oficial ao relatório produzido pela missão veterinária que visitou 20 propriedades brasileiras em agosto. Os documentos estão sendo traduzidos para o russo.

O ofício enviado pelos russos detalhou problemas específicos em estabelecimentos, em vez de discriminá-los por Estados, como vinha sendo feito. Com as informações em mãos, as empresas já preparam planos de ação que serão entregues ao ministério para reverter a proibição. Segundo uma fonte do ministério, as reivindicações foram “razoáveis”.

Apesar de o embargo ter atingido os frigoríficos de bovinos, suínos e de aves, as indústrias de carne suína foram as mais afetadas, já que a Rússia era o maior comprador. Atualmente, nenhuma empresa do Paraná e do Rio Grande do Sul está apta a exportar carne suína para a Rússia.

Uma fonte do ministério afirma que a tarefa de reabilitar esse mercado é “obscura” e que existe “má vontade” dos russos, que pretendem se tornar autossuficientes em carne suína. Oficialmente, os russos dizem que carne contaminada com a bactéria E.coli foi despachada para lá. Em meio ao impasse, setor privado e governo têm buscado abrir novos mercados. Países como Ucrânia e Hong Kong ajudaram a dar vazão aos excedentes.

De acordo com um levantamento do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC), no primeiro semestre de 2011, antes do embargo, o Brasil exportou US$ 1 bilhão em carnes (bovina, suína e de aves) para a Rússia (um total de 297 mil toneladas). No semestre seguinte, com as proibições em seu auge, as vendas caíram a US$ 700 milhões (183 mil toneladas). No primeiro semestre de 2012, as vendas chegaram a US$ 847 milhões (233 mil toneladas).

Se as vendas se mantivessem no mesmo ritmo do primeiro semestre de 2011, o setor poderia ter vendido US$ 453 milhões a mais do que o concretizado desde o embargo.

Segundo a Abipecs, entidade que representa os exportadores de suínos, o governo russo vem restringindo os embarques brasileiros desde 2009, dois anos antes do embargo. Neste período, calcula a entidade, o Brasil deixou de exportar 92 mil toneladas de carne suína, um prejuízo de US$ 248 milhões.

Para liberar as plantas de carne bovina, o entrave mais complicado está na tuberculose bovina. Segundo a fonte, os russos desinfetam toda a propriedade em que é encontrado um animal doente. No Brasil, o sistema é diferente e o governo pensa numa forma de fazer os russos aceitarem um “meio-termo”.

O segundo ponto é em relação a ractopamina, um aditivo para engorda do boi. Nesse caso a resposta dos russos continua a mesma. Nenhuma carne a ser exportada para o país poderá conter traços da substância. O governo vai obrigar os produtores a provar que não usam a substância.

Segundo o presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, o embargo reduziu pela metade a quantidade de frango vendida aos russos, mas o volume era apenas 4% do total exportado. “Fez diferença sim, já que perdemos um mercado que era fiel, mas rapidamente nos reposicionamos e conseguimos liberar outros destinos”, explica.

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