Associação de Supermercados espera aumento de 9% da carne suína e de aves. Projeção é baseada na isenção do PIS e Cofins para frigoríficos.
Carnes mais caras

A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) espera aumento de pelo menos 8,97% no preço da carne suína e de aves em 2011. A projeção é baseada na nova regra tributária determinada pelo governo, que isentou os frigoríficos do recolhimento do PIS e da Cofins.
A estimativa foi anunciada pelo presidente da entidade, Sussumu Honda. Para ele, as pessoas que passaram a consumir mais carnes de frango e suína, devido ao aumento de preço da carne bovina, terão dificuldade em adquirir o produto.
“Na nossa cesta dos 35 produtos mais consumidos nos supermercados, as carnes representam quase 15% do valor. Essa participação é muito alta e deverá pressionar os índices de inflação”, acredita.
Leia também no Agrimídia:
- •Exportações de frango batem recorde de 493 mil toneladas e setor monitora conflito no Oriente Médio
- •Exportações de ovos atingem maior volume para fevereiro desde 2013
- •Rio Grande do Sul intensifica ações contra influenza aviária
- •Treinamento no RS atualiza técnicos sobre novas regras para granjas de reprodutores suínos certificadas
Assim, Honda defende a desoneração de impostos para toda a cadeia e não apenas à indústria. “Ao isentar apenas uma parte dela, o governo deixa o ônus somente para o varejista. Já vimos esse filme antes”, afirma o presidente.
Carne bovina – De acordo com dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Esalq/USP), o preço da arroba do boi acumulou alta de 33,5% entre janeiro de 2010 e janeiro de 2011, enquanto o preço da carne nos supermercados registrou 26,8% de alta, segundo pesquisa do instituto alemão GfK.
Em outubro do ano passado, quando o preço da carne atingiu o seu pico, a arroba do boi variou 20,2% (na comparação com o mês anterior), enquanto nos supermercados esta variação foi de apenas 3,5%.
“Já absorvemos o que era possível. Além do custo da produção repassado pelos frigoríficos, arcamos com a incidência de tributos de toda a cadeia, o que onerou a carne bovina em 6,12%. Apesar dos aumentos, repassamos o mínimo ao consumidor, que, agora, com as regras estendidas também às carnes de aves e de suínos, ficará sem a alternativa”, finaliza Honda.





















