Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.086,74 / t
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,10 / cx
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Economia

Commodities ainda devem dar novo fôlego à inflação

Desde que, em março de 2011, seus preços internacionais deixaram de crescer.

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Desde que, em março de 2011, seus preços internacionais deixaram de crescer, poderia parecer que o efeito das commodities sobre a inflação no Brasil teria se esgotado.  Entretanto, esses preços não devem retroceder significativamente, podendo mesmo voltar a crescer, dando mais fôlego à inflação.        

A inflação atual decorre de não ter havido presteza para conter a propagação dos choques de commodities a outros setores, o que se dá em proporção ao aquecimento da economia e ao seu grau de indexação, inclusive do salário mínimo. O problema pode ir além da forte aceleração ocorrida nos preços dos serviços, alcançando até outros setores, a menos que a demanda seja suficientemente desaquecida. 

A favor de preços de commodities elevados e, provavelmente, em alta, pesa a continuidade do forte crescimento dos países emergentes e em desenvolvimento. Conta também a extraordinária liquidez, que se acompanha de taxas juros e dólar muito baixos. Pode-se ainda adicionar dois fatores altistas do lado da oferta: as mudanças climáticas e a evolução mais lenta da produtividade. 

Depois de três anos da quebra do Lehman Brothers, os Estados Unidos seguem patinando numa trilha de baixo crescimento e elevado desemprego. Porém, como o atual embate político-partidário deixa claríssimo, são mínimas as chances de que estímulos fiscais venham a ser utilizados. Resta seguir mantendo a liquidez, levando conseqüentemente a juros muito baixos e dólar enfraquecido (em valor e credibilidade) e, logo, altos preços de commodities.

Na Europa, a área do euro balança. A proposta de reestruturação das dívidas, se mal dimensionada, pode apenas mudar a natureza da crise. De Estados relativamente pequenos pode passar para instituições financeiras de porte, com potencial destrutivo, mundialmente falando, talvez maior que o atual. Uma possível saída envolveria a China entrar em cena mitigando a quebradeira. Não é certo que ela o faça de imediato, mas a médio prazo é mais provável que China, assim como outros emergentes, reduzam suas exposições nos Estados Unidos dando, ao mesmo tempo, mais força à Europa, um de seus principais mercados. Quando os ajustes evoluírem, é provável que o euro se valorize em relação ao dólar, reforçando a alta das commodities.

Quanto à China, encontra-se em meio a descontrole inflacionário, diante de um mercado de trabalho apertado. O crescimento terá de ser desacelerado (talvez, um ou dois pontos percentuais) via aumento de juros e cortes fiscais. Salários mais altos e moeda provavelmente mais valorizada poderão aumentar o ímpeto importador de uma China pouco mais voltada para o mercado interno, outra força no sentido de aumento de preços das commodities. 

Não ocorrendo o pior nos Estados Unidos e na Europa, é concreta a ameaça de recrudescimento da inflação no Brasil nos próximos meses e anos. Para que seja combatida, juros altos e câmbio valorizado deverão prevalecer na impossibilidade de acionar eficazmente a política fiscal.

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