Partir das pequenas produções agrícolas para as cooperativas tornou-se uma tendência no setor.
Cooperativas detêm 50% do agronegócio

Partir das pequenas produções agrícolas para as cooperativas, e deste estágio avançar para verdadeiros conglomerados agropecuários, com a criação de grandes marcas e empresas. Esta é a tendência do setor agrícola no Brasil, prevê a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Hoje, mais de 50% de toda a produção agropecuária do País passam, direta ou indiretamente, por uma cooperativa. Já no patamar de grandes “marcas cooperativadas”, a Coopercentral Aurora, em Santa Catarina, e a Coamo, no Paraná, apostam em mais associados para continuar lançando novos produtos.
Muitos não sabem, mas uma parcela expressiva do iogurte fresquinho consumido pela manhã, do filé de frango do almoço e do cafezinho da tarde é originária de cooperativas, agentes de produção fundamentais para o abastecimento do mercado doméstico. Segundo dados da OCB, já são 1.546 as cooperativas agropecuárias espalhadas pelo País, formadas por cerca de 943 mil produtores, que exportam US$ 4,4 bilhões por ano, e respondem por 37% do Produto Interno Bruto (PIB).
Mas a tendência é ir além. O volume da produção agrícola que passa por cooperativas deve crescer em média 8% ao ano, projeta o analista de mercado da OCB, Marco Olívio Morato. Já o número de cooperativas deve ficar menor. “Existe um movimento de fortalecimento desses grupos, o que indica que o intuito de união apenas para reduzir custos foi substituído pela maior profissionalização do setor”, comenta.
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Neste sentido, o primeiro passo é diminuir os riscos do negócio e, em seguida, crescer, como fizeram Aurora e Coamo. Mário Lanznaster, presidente do grupo Aurora, conta que a marca possui 13 cooperativas anexadas, com pouco mais de 70 mil produtores, que dividem entre si os lucros da megaempresa.
Já a Coamo Agroindustrial Cooperativa estima um faturamento de R$ 5,2 bilhões este ano, com incremento de 10% ante 2010. “Nas exportações, o faturamento em 2011 deverá ser de US$ 1 bilhão”, prevê seu presidente, José Aroldo Gallassini. “Vamos criar mais produtos dentro dessa linha. Também estudamos adquirir novas indústrias. Mas isso não acontece da noite para o dia.”





















