Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,20 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,05 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,98 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,79 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,78 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.249,19 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.089,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,84 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,95 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 200,57 / cx
Entrevista

Parceiro do agronegócio brasileiro

Em entrevista, diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Ives Cézar Fülber, destaca a importância da agricultura para a econômica brasileira, fala sobre os desafios de sua gestão na instituição financeira e comenta projetos financiáveis onde estão inseridas as cadeias de aves e suínos brasileiras.

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O agronegócio é um dos segmentos mais complexos e dinâmicos da economia brasileira. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o setor é responsável por 33% dos empregos, 38% das exportações e 23% do PIB. Somente em 2010, o agronegócio respondeu diretamente pelo superávit da balança comercial brasileira, com saldo de US$ 63 bilhões. Um dos parceiros para fomento deste setor certamente é o Banco do Brasil. A instituição financeira contribui de forma expressiva para o suprimento da demanda de crédito ao segmento. Crédito que não deverá faltar nos próximos anos, se depender da gestão do novo diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Ives Cézar Fülber. Segundo ele, para a safra 2011/2012, por exemplo, o Banco destinará cerca de R$ 45,7 bilhões para operações de crédito rural, volume 17% superior se comparado à safra anterior.

E as cadeias de aves e suínos não estão desamparadas. Conforme Fülber, o Banco do Brasil já disponibiliza linhas de crédito adequadas, flexíveis e atrativas para financiar o custeio da produção e os investimentos (expansão, implantação e modernização) dentro destes setores.

Em entrevista aos sites Avicultura Industrial e Suinocultura Industrial, Fülber fala sobre os desafios de sua gestão na instituição financeira e comenta projetos financiáveis onde estão inseridas as cadeias de aves e suínos brasileiras. Leia a seguir:

AI/SI- O senhor assumiu um cargo de grande destaque dentro do Banco do Brasil, instituição reconhecida por auxiliar o crescimento do agronegócio nacional. Quais os principais desafios que o aguardam nesta gestão?

Fülber – O agronegócio é um dos segmentos mais complexos e dinâmicos da economia brasileira. É responsável por 33% dos empregos , 38% das exportações e 23% do PIB. Em 2010, respondeu diretamente pelo superávit da balança comercial brasileira, com saldo de US$ 63 bilhões.
O Banco do Brasil, historicamente o maior parceiro do agronegócio brasileiro, contribui de forma expressiva para o suprimento da demanda de crédito ao segmento. Para a safra 2011/2012, o Banco destinará cerca de R$ 45,7 bilhões para operações de crédito rural, volume 17% superior se comparado à safra anterior. Desse total, R$ 10,5 bilhões irão financiar a agricultura familiar e R$ 35,2 bilhões vão atender aos demais agricultores e cooperativas rurais.
São vários os desafios, dentre as quais citamos: incrementar o volume de crédito; ampliar a utilização dos instrumentos de proteção de renda [seguro agrícola e opções]; qualificar o atendimento prestado com ênfase na especialização do quadro funcional e na simplificação dos procedimentos operacionais; ampliar a quantidade de famílias atendidas por meio do Pronaf, com foco na inclusão produtiva e no estímulo a conjugação de assistência técnica; fortalecer a relação com os médios produtores; estreitar a parceria com as cooperativas; atuar e viabilizar a execução dos programas voltados a Agricultura de Baixo Carbono.

AI/SI- Dentre os desafios citados, quais na sua opinião são mais relevantes para o produtor rural e o que está sendo feito?

Fülber- Todos são relevantes e objetivam atender melhor aos interesses e expectativas dos agentes do agronegócio.
Podemos destacar a expansão do modelo de relacionamento com os clientes agroempresários, por meio de carteiras formadas exclusivamente por produtores rurais. Atualmente já são atendidos cerca de 45 mil clientes que recebem atendimento personalizado, orientação financeira, oferta de produtos e serviços direcionados às suas atividades e ao financiamento da produção.
Em maio de 2011, foram criadas as carteiras Private Agro voltadas aos produtores que necessitam de aconselhamento financeiro para gestão de seu patrimônio. O modelo oferece estrutura de atendimento personalizado e especializado com profissionais qualificados para identificar e propor alternativas para financiamento do agronegócio, com abordagem especializada por atividade agropecuária, além de um portfólio de produtos e serviços customizados e com elevada performance.
Outro ponto que enfatizamos, é a importância de disponibilizar mecanismos de estabilização de renda para o produtor. Isso porque, a atividade agropecuária está exposta a riscos de produção, relacionados a fatores climáticos, biológicos, zootécnicos e agronômicos e a riscos de mercado, relacionados a oscilações negativas de preços e volatilidade de câmbio. Para mitigar estes riscos, o Banco do Brasil oferece aos produtores rurais, por intermédio da suas agências, o Seguro Agrícola, Termo de Mercadoria e Contrato de Opção e Futuro.
Evoluindo nos mecanismos de mitigação ofertados aos produtores rurais, o Banco do Brasil, a partir da Safra 2011/12, incorporou ao portfólio de instrumentos mitigadores de risco disponíveis o Seguro Agrícola de Faturamento.
Este novo seguro, reivindicação antiga dos produtores rurais, protege o agricultor contra as catástrofes causadas pelas condições climáticas e contra prejuízos causados pela variação do preço do produto, ou seja, se o faturamento do produtor rural for reduzido em função da queda de produtividade ou por queda de preço, o Grupo Segurador Banco do Brasil/Mapfre indenizará a diferença, garantindo a tranqüilidade necessária para a produção no campo.

AI/SI- Como o senhor avalia o primeiro semestre para o setor rural brasileiro? O que destacaria como pontos positivos e pontos negativos para o setor?

Fülber – O primeiro semestre foi marcado pelo bom desempenho da agropecuária brasileira, com destaque para atividades como soja, milho, algodão, bovinocultura, café e cana-de-açúcar. 
Os preços atrativos praticados no mercado e as altas produtividades das lavouras da Safra de Verão, favorecidas por boas condições climáticas e pelo aumento do uso de tecnologias, proporcionaram uma elevação da renda no campo. 
Contribuindo para esse cenário positivo, os custos de produção na Safra 2010/11 foram menores em relação à safra anterior. No mercado internacional, as commodities agrícolas tiveram altas expressivas influenciadas pelo aumento do consumo. Além disso, houve redução nos estoques mundiais dos principais grãos em conseqüência da seca que ocorreu no continente Europeu. 
Vale salientar que o Brasil está cada vez mais se especializando na produção de carnes e já ocupamos parte importante do mercado mundial de carne bovina, de aves e suínos.

AI/SI- Quanto (em R$) o Banco do Brasil já disponibilizou para o crédito rural? Quanto (%) deste orçamento o senhor acredita que foi direcionado aos avicultores e suinocultores?

Fülber – O Banco do Brasil, historicamente o maior parceiro do agronegócio brasileiro, contribui de forma expressiva para o suprimento da demanda de crédito ao segmento, respondendo por mais de 60% do total de crédito disponibilizado pelo Sistema Nacional de Crédito Rural.
No último semestre, a carteira de agronegócios encerrou com saldo de R$ 81,5 bilhões, sendo que parte importante deste montante é composta por financiamento a avicultura e suinocultura que totalizaram, ao final de agosto/11, aproximadamente R$ 4,0 bilhões.
Nossa perspectiva para a safra em andamento é pela manutenção e melhoria do apoio financeiro a esse importante segmento do agronegócio brasileiro.

AI/SI- Considerando as diversas finalidades e itens financiáveis no Programa ABC, de que forma a avicultura e a suinocultura podem ser atendidas ?

Fülber – O Programa ABC é uma importante iniciativa inserida no conjunto de ações do Governo Federal que disponibiliza técnicas e sistemas modernos e sustentáveis de produção que conjugados com o crédito em condições favoráveis permitirão aos produtores e ao setor experimentar um novo ciclo de aumento da produtividade e da produção.
O Banco do Brasil destinará R$ 850 milhões para o Programa ABC, visando financiar investimentos agropecuários nesta safra.
Podemos aplicar o Programa ABC na avicultura e suinocultura financiando os investimentos destinados ao tratamento de dejetos animais para a produção de energia (gás) e de composto orgânico e, na adequação ou regularização das propriedades rurais frente à legislação ambiental, inclusive recuperação de reserva legal e de áreas de preservação permanente.

AI/SI- Fale um pouco sobre as linhas de crédito oferecidas pelo Banco para o produtor rural. Quais delas são as mais indicadas para a avicultura e para a suinocultura?

Fülber – O Banco do Brasil disponibiliza linhas de crédito adequadas, flexíveis e atrativas para financiar o custeio da produção e os investimentos [expansão, implantação e modernização].
Dentro desse contexto, citamos algumas das linhas ofertadas para investimento nessas atividades, como: Moderagro, Prodecoop, Finame Agrícola, Moderfrota, Bndes Automático, Moderinfra, FCO, MCR 6.4 e 6.2, Pronamp, ABC e PSI, por meio das quais os suinocultores, avicultores e/ou suas cooperativas podem contar com apoio para a implementação de seus projetos, construção de galpões, aquisição de máquinas e equipamentos, implantação de indústrias para processamento de ovos, de incubatórios e de matrizes, frigoríficos, e outros itens.
Os prazos são bastante flexíveis variando de 03 até 12 anos e com encargos financeiros adequados às suas atividades.
Os produtores também contam com financiamento para as atividades de custeio de seus empreendimentos, que vão desde a aquisição dos insumos, como medicamentos e rações até o financiamento de sua lavoura.

(Veja aqui as linhas de crédito para avicultura e suinocultura)

AI/SI- Quais as expectativas do senhor referentes ao setor agrícola para o ano de 2011?

Fülber – Diante da atual conjuntura de oferta e demanda no cenário mundial, o mercado deve se manter firme com preços atrativos e em patamares elevados, notadamente para os grãos. Para a Safra 2011/12 teremos aumento dos custos de produção o que pode reduzir um pouco a rentabilidade dos produtores. 
Há expectativa de crescimento da área de grãos para a próxima safra, com destaque para soja e milho. Além disso, percebe-se que o produtor tem sido mais eficiente na utilização de tecnologias de campo e no gerenciamento de sua propriedade. No entanto, ainda percebemos as oportunidades de melhoria nos aspectos ligados à comercialização, mais especificamente na utilização de mecanismos para proteção de preços (mercados futuros e de opções). 
Para o setor de carnes, as margens tendem a ser mais estreitas, principalmente pela elevação dos custos dos principais ingredientes para a fabricação de ração (milho e soja). No entanto, os bons preços e a demanda aquecida continuam sendo atrativos para a atividade de bovinocultura e avicultura. No caso da suinocultura percebemos um movimento de reação dos preços.
No panorama mundial, o Brasil continuará atendendo com êxito a demanda mundial pelos 4 F’s [food, feed, fiber and fuel], mantendo posição de destaque entre os principais líderes do agronegócio. As perspectivas são boas para que haja ampliação das exportações das principais commodities agropecuárias.

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