Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Frigoríficos

Independência na corda bamba

Sem acordo com credores, riscos de uma falência da companhia aumentaram.

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Sete meses depois de terem autorizado a mudança do plano de recuperação judicial do Independência – o original foi aprovado há quase dois anos -, os credores do frigorífico voltaram atrás, na prática. E ampliaram os riscos de uma falência da companhia.

Numa assembleia, ontem, em que instituições financeiras pareciam ter jogado a toalha, os credores disseram não à proposta da paranaense Alfredo Kaefer e da Unibrax Investimentos & Participações, para a compra de um bloco de ativos do frigorífico por R$ 706,9 milhões.

A venda desses ativos, por meio de leilão judicial, era o cerne da nova proposta para tentar evitar a falência do Independência. As duas companhias pretendiam comprar todo o bloco de ativos, mas havia ainda outras propostas de compras de unidades isoladas, também rejeitadas pelos credores.

Com as ofertas de compra negadas, voltou a valer a proposta anterior de reestruturação das dívidas do Independência, que não fora bem-sucedida. Aprovada em novembro de 2009, esta previa pagamento à vista de dívidas até R$ 100 mil e, no caso de valores superiores, R$ 100 mil de entrada e o saldo em 24 parcelas a partir de março de 2010. Na ocasião, credores financeiros (com créditos de R$ 2 bilhões) aceitaram dar um perdão de 50% à empresa.

Nem com a emissão de um eurobônus de US$ 165 milhões, em março do ano passado, o Independência conseguiu continuar pagando as dívidas. Pelo contrário, há um ano, anunciou que não pagaria os juros desses bônus, que vencem em 2015 e têm como garantia ativos da empresa em caso de não pagamento.

A reunião de ontem foi iniciada no dia 23 de agosto, mas suspensa para que os credores avaliassem a proposta da Kaefer. Naquele encontro, a empresa paranaense havia indicado que poderia ampliar sua oferta para a compra dos ativos. Inicialmente, propusera R$ 250 milhões, mas admitiu chegar aos R$ 706,9 milhões, valor pelo qual as unidades foram avaliadas. Para isso, a Kaefer se uniu à Unibrax.

A proposta da Kaefer-Unibrax previa diferentes deságios para as diferentes categorias de credores e prazo de até 30 anos para o pagamento das dívidas do Independência, agora estimadas em R$ 2,05 bilhões. Os valores seriam pagos pelo caixa gerado com a retomada das operações das unidades adquiridas.

Com a decisão dos credores ontem, o Independência, que é representado pelo Escritório Pinheiro Neto, tentará outras saídas para evitar a falência, já que a empresa não tem condições de pagar suas dívidas. Entre elas está a possibilidade de dação de unidades a credores. Pecuaristas credores propuseram a formação de uma cooperativa que poderia gerir unidades. Novas assembleias terão de ser convocadas caso essas opções sejam colocadas em pauta.

A avaliação dos representantes do Independência é de que a proposta da Kaefer-Unibrax foi rejeitada por conta da atual situação do mercado no país, no qual mesmo grandes frigoríficos estão alavancados e enfrentam dificuldades financeiras.

Diante do atual quadro, o futuro do Independência está, mais do que nunca, nas mãos da juíza da recuperação judicial, Adriana Nolasco.

Os ativos que o Independência colocara à venda são um abatedouro e um curtume em Nova Andradina (MS), um abatedouro em Campo Grande (MS), outro em Senador Canedo (GO), dois armazéns em Santos e Barueri, e quatro terrenos.

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