Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Levantamento de safra

Safra cheia, bolso vazio

Stephanes teme que alta produtividade prejudique preço de alimentos. “À medida que a safra tem números tão bons, os preços tendem a cair, e preços muito baixos podem complicar”, diz o ministro.

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As oleaginosas, como a soja, foram as culturas mais beneficiadas pelo clima, e a colheita deverá ficar em 66,73 milhões de toneladas para a safra 2009/2010, superando em 9,57 milhões de toneladas, ou 16,7%, a safra anterior, que foi de 57,17 milhões de toneladas. Os números positivos, no entanto, preocupam o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, porque poderão resultar em uma queda excessiva de preços, o que não é bom para o produtor.

A produção nacional de grãos da safra 2009/2010 é o segundo melhor resultado da história e deverá chegar a 143,09 milhões de toneladas, de acordo com estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume é 5,9% superior aos 135,13 milhões de toneladas da safra passada. O recorde é do ciclo 2007/2008, que foi de 144,1 milhões de toneladas.

“Nossa grande preocupação é com os preços. A dos produtores também, porque à medida que a safra apresenta números tão bons, os preços tendem a cair, e preços muito baixos podem complicar”, disse o ministro, ao divulgar o quinto levantamento relativo à safra de grãos.

A primeira safra do feijão registrou alta de produção – crescimento de 10,6% e previsão de colheita de 142,1 mil toneladas. A produção de algodão também cresceu: 2,1%, o equivalente a 40 mil toneladas.

Apesar de também beneficiado pelo clima, o milho registrou queda de 3,8% – ou 1,29 milhão de toneladas – na produção, devido à redução da área plantada destinada ao produto, que foi estimada em -1,11 milhão hectares para a primeira safra, e em -164,2 mil hectares para a segunda safra.

A área total plantada destinada a grãos está calculada em 47,65 milhões de hectares, 22,8 mil hectares a menos do que na safra anterior. Com exceção da soja e do feijão primeira safra, as demais culturas pesquisadas tiveram redução de área. A redução da área destinada ao plantio de algodão foi de 25,6 mil hectares, e a de arroz, de 113,9 mil.

“As chuvas, por um lado, atrapalhavam a colheita de trigo e cana-de-açúcar da safra anterior, mas acabaram beneficiando a safra atual. A exceção é o arroz, que teve prejuízo bastante grande no Rio Grande do Sul, com queda de 8,7%, equivalente a 1,1 milhão de toneladas.”

No entanto, acrescentou Stephanes, os preços do arroz estão no mesmo nível de seis meses ou um ano atrás. “Já estiveram a R$ 35 a saca, caíram a até R$ 26 e agora estão a R$ 32. Ou seja, estão ligeiramente abaixo do que já estiveram e um pouco acima de seu valor histórico.” Ele acredita que, para compensar o pequeno estoque, o país poderá importar arroz do Uruguai e da Argentina. “Mas isso acaba se equilibrando e não haverá maiores problemas”, afirmou.

Segundo o ministro, há problemas muito grandes na área de escoamento, principalmente para “regiões mais longínquas”, como Mato Grosso. “O transporte de milho, por exemplo, é mais caro do que o próprio milho. Isso passa para o custo dos insumos, e acaba atingindo outros produtos, como a soja e a carne.”

A pesquisa de campo foi realizada pelos técnicos da Conab entre os dias 18 e 22 de janeiro, a partir de informações prestadas por produtores, representantes de cooperativas e sindicatos rurais, órgãos públicos e privados.

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