Consumo interno de carne suína está em alta, favorecendo, inclusive, exportadores. “O setor está bem”, diz Camargo Neto.
Suíno “na moda”

O preço médio da carne suína subiu 23% nos sete primeiros meses deste ano no mercado externo. O Brasil não aproveita, no entanto, muito essa aceleração. Isso porque o volume das exportações está em queda.
O preço médio da tonelada de carne suína foi a US$ 2.455 (R$ 4.301) nos sete primeiros meses deste ano, enquanto as exportações recuaram para 313,5 mil toneladas no período -queda de 8,5%, segundo dados da Secex.
Um dos motivos desse cenário é que a crise europeia provocou desvalorização do euro e tornou a carne suína da região mais barata para os russos, que são os principais importadores do Brasil.
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Os europeus passam a concorrer com o Brasil no momento em que o real está valorizado e torna o produto menos competitivo.
Já os brasileiros, para ganhar mais mercado externo, deveriam baixar os preços da carne, o que não compensa porque internamente o consumo está aquecido e remunera bem.
Na avaliação de Pedro Camargo Neto, presidente da Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora), não há uma pressão para exportar mais neste momento.
“O mercado interno cresce, os estoques estão ajustados e o ciclo de produção de carne suína é longo”, diz ele. “O setor está bem”, conclui.
Camargo Neto adverte, no entanto, que os custos atuais ajustados, devido aos preços baixos do milho, podem subir. A aceleração dos preços externos do trigo está empurrando para cima as demais commodities agrícolas, entre elas o milho.





















