Presidente do Cade, Arthur Sanchez Badin, diz que tempo para julgar fusões é uma “situação absurda”. Fusão Sadia-Perdigão ainda aguarda aprovação do conselho.
“Necessitamos de respostas rápidas”
O presidente do Cade, Arthur Sanchez Badin afirmou que é “uma situação absurda” o longo tempo que ocorre entre os anúncios de fusões efetuados pelas empresas e a aprovação do Conselho, como é o caso do negócio entre a Sadia e a Perdigão, fechado em julho do ano passado e até hoje sem data prevista para julgamento. “A lei atual é obsoleta e permite situações como essa. Esse tipo de operação necessita de respostas rápidas para as empresas e consumidores”, disse, após participar de evento no Palácio Itamaraty, no Rio.Segundo Badin, apenas o Egito, o Paquistão “e mais uns dois países” compartilham com o Brasil a atual legislação de defesa econômica, aprovada em 1994, no início do processo de abertura econômica. O projeto de lei que o presidente do Cade “tem esperança” de ver logo aprovado está em tramitação no Congresso desde 2005 e atualmente, segundo ele, está no plenário do Senado.
Ele explica que a nova legislação é similar às leis que são aplicadas na Europa e nos Estados Unidos e prevê que o Cade passa a ter um prazo determinado no julgamento dos processos, de 20 dias no caso das operações simples e de 180 dias em casos considerados mais complexos, como o da fusão entre Sadia e Perdigão.
O sistema atual é falho, na avaliação de Badin, porque primeiro a empresa fecha o negócio e só depois de muito tempo sabe se ele será aprovado ou não. Isso, segundo ele, acaba postergando investimentos e lançamento de novos produtos. “A nova lei trará mais segurança jurídica para os empresários”, acredita.
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