Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Roberto Rodrigues diz que futuro do Brasil depende da produção de alimentos

O agronegócio representa 25% de toda a produção brasileira, mais de 37% dos empregos gerados no País e mais de 36% das exportações brasileiras.

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Redação (05/02/2009)- "O agronegócio não sabe a força que tem. Se soubesse, mudaria os rumos da política econômica do Brasil". A afirmação é de Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e atual coordenador do Conselho Superior de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Rodrigues falou ontem para uma atenta platéia de 400 pecuaristas na abertura oficial do I Congresso Brasileiro e Latino-Americano da Raça Brahman, que acontece no Riocentro (Rio de Janeiro) até o domingo, dia 08 de fevereiro.

"O agronegócio representa 25% de toda a produção brasileira, mais de 37% dos empregos gerados no País e mais de 36% das exportações brasileiras. É uma força econômica inigualável. No entanto, em uma estratégia burra os vários setores envolvidos não se sentam à mesa e trabalham em conjunto, discutindo estratégias e fomentando diretrizes. Como resultado, o produtor rural não tem crédito para fomentar a oferta de alimentos de origem animal e vegetal, não tem seguro para proteger o seu negócio, não tem garantia de preços nem de mercado".

Roberto Rodrigues também foi enfático em apontar a carne bovina como um dos melhores negócios nos próximos anos. "Basta olhar para trás e comprovar o espetacular aumento da demanda mundial por carne vermelha, associado ao crescimento do comércio internacional – que em 2008 movimentou 7,7 milhões de toneladas. As estatísticas comprovam: quanto mais a população tem renda, mais carne bovina consome. Na última década os países pobres e em desenvolvimento cresceram em média 4,9% ao ano, mais que o dobro dos países ricos. Como resultado, a produção mundial de carne bovina, aumentou mais de 10 milhões de toneladas nos últimos anos", assinalou o ex-ministro.

"A notícia é excelente para o País e para a pecuária brasileira, a principal atividade do agronegócio, responsável pela oferta de mais de 9 milhões de toneladas/ano. Nos últimos dez anos, a produção nacional cresceu 25%", complementa José Amauri Dimarzio, presidente da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil e ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na gestão do próprio Roberto Rodrigues.

"Essas informações ganham importância ainda maior quando se vê que a população mundial está saindo dos campos e indo para as cidades, em busca de melhores oportunidades de vida. Em 2011, mais de 50% da população do planeta será urbana", informa Roberto Rodrigues. "Além disso, em 2000 éramos 6,2 bilhões de pessoas e em 2025 seremos 8,3 bilhões de habitantes. Nesse período, a FAO estima que a demanda por alimentos crescerá extraordinários 62%. Que conclusão tiramos de todos esses números?: nunca na história do mundo a produção de alimentos e, particularmente, de carne bovina, foi tão importante", sentencia Rodrigues.

Homenagem a pecuaristas ilustres – A abertura oficial do I Congresso Brasileiro e Latino-Americano da Raça Brahman, iniciado ontem no Riocentro (Rio de Janeiro), também prestou homenagens a pecuaristas que foram e são responsáveis pelo fortalecimento da pecuária de resultados no País e, particularmente, tendo a raça Brahman como bandeira. O Mérito Pecuário recebeu o nome de Rubico de Carvalho, um pecuarista que aos 90 anos ajuda a contar muito da história da atividade no Brasil. Rubico é um dos maiores criadores de bovinos do País, com investimentos nas raças Brahman e Nelore. Ele foi, inclusive, um dos produtores brasileiros a buscar o gado Brahman nos Estados Unidos em 1994, quando foi permitida a importação desses animais.

"Meu pai dedicou praticamente toda a sua vida para um ideal: ajudar a tornar a pecuária brasileira esse colosso que ela é hoje. Ele costuma dizer que se fosse para fazer, faria tudo igualzinho, pois vê os seus contemporâneos e as novas gerações representando com dignidade e profissionalismo a atividade que ele ama", disse José Rubens de Carvalho, filho de Rubico, ao receber o prêmio em nome do pai.

O Mérito Pecuário Rubico de Carvalho foi entregue para personalidades da história do Brahman no mundo, além dos ex-presidentes da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil e ícones da pecuária, com as criadoras Ana Maria Braga e Regina Duarte.

O I Congresso Brasileiro e Latino-Americano da Raça Brahman vai até o dia 08 de fevereiro, no Riocentro (Rio de Janeiro), conta com mais de 500 animais dos principais selecionadores de gado Brahman do Brasil, atrai visitantes de 18 países – especialmente da América Latina, Estados Unidos, Ásia, Europa e Oceania – e deve reunir cerca de 10 mil pessoas. As informações são da assessoria de imprensa evento.

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