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Economia

China e Brasil, aliança desconfiada

Parceria estratégica pode estar ameaçada. A inexistência de fluxos significativos de investimento chinês ao País está causando desconforto.

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Redação (13/04/2009)-  A China tem uma cultura de ambiguidades, traduzida em uma língua que não tem a precisão das línguas ocidentais e pautada por uma tradição marcada pela coexistência dos contrários. Nada que possa ser simplificada por metáforas de algum presidente sul-americano. Os chineses também mostram um gosto especial pelo pragmatismo, que orienta as relações do país com os governos da América do Sul. Esse pragmatismo começa a preocupar interlocutores da China no Brasil, um dos raros países do mundo com quem a China tem uma “parceria estratégica”.

A parceria estratégica com os chineses foi insuficiente para impedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cortasse dois dos três dias programados para sua vista à China, em maio. O encurtamento da visita passou a ideia de que Lula vai à China apenas para cumprir a promessa de visita feita aos chineses e desanimou empresários que pretendiam agregar-se à comitiva presidencial. Na última quinta-feira, já conhecendo a má impressão causada no setor privado, o governo mudou novamente os planos e, em uma reunião no Palácio do Itamaraty, programou, em troca, o envio de três ministros ao país, na semana que antecederá a ida de Lula. O envio dos ministros ainda não está confirmado e o temor de um fiasco na viagem é grande, entre empresários.

No setor privado corre a versão de que Lula e o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, decidiram reduzir a estadia do presidente na China em consequência do descontentamento com a frustração das promessas de investimentos chineses no Brasil.

Na Argentina sedenta por recursos em moeda forte, a China fechou um acordo para fornecer o equivalente a US$ 10 bilhões, a serem usados na importação de mercadorias chinesas. Com a Venezuela, pressionada pela queda nos preços de petróleo, os chineses firmaram uma coleção de acordos de cooperação e, na semana passada, o compromisso de aumentar em US$ 12 bilhões o fundo bilateral dedicado a exploração do petróleo venezuelano. Não se sabem detalhes desses acordos, mas teme-se que exigem forte contrapartidas aos chineses, em matéria de abertura de mercado, em detrimento dos interesses brasileiros exportadores, fortes nesses dois mercados.

A versão de que Lula reduziu a viagem para mostrar irritação com a não concretização de investimentos chineses no Brasil é negada, tanto no Itamaraty quanto no Palácio do Planalto, embora autoridades confirmem que é grande a frustração em Brasília com a inexistência de fluxos significativos de investimento chinês ao país. Embora haja uma aproximação, com negociações, por exemplo, entre o BNDES e o China Development Bank, brasileiros na linha de frente dessas discussões revelam que é desanimadora a inflexibilidade dos chineses, com fortes exigências de controle no destino e execução dos investimentos – com reivindicações difíceis, como a de livre importação de mão de obra da China.

O discurso oficial é otimista, assessores lembram que Lula teve pelo menos quatro encontros com o premier Hu Jintao nos últimos 12 meses, e em Brasília é sincero o esforço para levar à China, em maio, com a visita de Lula, uma delegação recorde de empresários. A viagem de Lula deve ser precedida por caravanas de Guido Mantega, da Fazenda, Reinhold Stephanes, da Agricultura, e Miguel Jorge, do Desenvolvimento, mas a proposta de enviar os ministros foi apresentada pelos técnicos só na semana passada e carece de confirmação.

Há uma clara proximidade entre Brasil e China, países com acordos importantes na área científica, sócios em iniciativas como o G-20 na Organização Mundial do Comércio e aliados no chamado G-20 financeiro, que reúne as economias mais influentes do mundo. Mas essa proximidade não tem se refletido em maior facilidade de negociações comerciais e de investimento. O governo se queixa da relutância chinesa em confirmar encomendas de aviões da Embraer e uma da razões para o envio de Reinhold Stephanes a China é insistir na derrubada de barreiras sanitárias contra a carne brasileira e discutir facilidades na venda da soja no mercado local..

O interesse chinês pelos mercados vizinhos do Brasil é acompanhado com alarme por empresários, que temem perder mercados no continente. Esses mesmo empresários esperavam maior impulso para abertura do mercado da China aos produtos brasileiros, com a visita de Lula, e acreditam que a curta duração da presença do presidente pode enviar sinais errados aos chineses.

Cuba na cúpula

Com tácita aprovação do governo cubano, o presidente Lula vai à Cúpula da Américas, em Trinidade e Tobago, nesta semana, decidido a evitar que a reivindicação de suspensão do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba assuma o primeiro plano das discussões entre os presidentes do continente. Tanto Lula quanto o cubano Raúl Castro pensam que a Cúpula não é local nem momento para esse debate, e têm maiores expectativas na próxima reunião da Organização dos Estados Americanos, em Honduras, em junho.

É grande a esperança, no Planalto, que a reunião de Honduras sirva para decidir o reingresso de Cuba, como membro pleno, à OEA, de onde foi suspensa em 1962. Um bom clima em Trinidade com o estreante Barack Obama, pode ser essencial para minimizar as resistências americanas à decisão, que seria histórica.

Falta ter a aprovação, para a estratégia, dos bolivarianos liderados pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que resolveu passar por Cuba antes de viajar a Trinidade. Na conversa que teve com Obama, em Washington, Lula transmitiu ao presidente americano sua impressão de que há interesse, de países como Venezuela, Bolívia e Equador, no reatamento de relações com os Estados Unidos. Mas, por questões de política interna nesses países, a retórica antiamericana deve continuar inflamada, preveniu Lula a Obama. E aconselhou ao americano dar um desconto, e buscar resultados, como ele, Lula, disse estar fazendo na relação com os vizinhos.

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