Produção de ovos de codorna diminui por causa do calor. Em SP, estado que concentra 45% da criação brasileira, problema é driblado com criatividade.
Calor afeta codornas

Semanas seguidas de muito calor diminuíram a produção de ovos de codorna, em Mogi das Cruzes, São Paulo. Os criadores tiveram que usar a criatividade para driblar o problema.
O calor desse verão está de matar e Roberto Engbruch, que cria 100 mil codornas para produção de ovos em um sítio em Mogi das Cruzes, sabe bem disso. As aves não aguentam as temperaturas altas e o resultado é o aumento de 6% no índice de mortalidade provocado pelo estresse. Prejuízo certo na granja. “Você pega a mortalidade de 6 a 7%, mais o impacto negativo de produção, a soma é de 10% de perda no mês, isso é bastante representativo”, reclamou o criador.
A temperatura ideal para as aves é em torno de 24 graus. A partir dos 28º o calor já provoca transtornos. Nesse verão, os termômetros já chegaram a 35 graus na região.
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Preocupado com isso, o criador fez várias adaptações nos três módulos da granja. Em um deles, Roberto instalou irrigadores. Eles são usados por agricultores no cultivo de hortaliças, mas ali têm a função de espalhar a água no telhado para refrescar o ambiente interno. Não há desperdício porque a água é da chuva que cai em canaletas e vai direto para reservatórios com capacidade para armazenar 40 mil litros. O problema, segundo Roberto, é que este método ainda não é muito eficiente.
A inovação está em outro espaço, um plástico azul instalado no teto que infla e refrigera o ambiente. O sistema é chamado de climatizador evaporativo e funciona assim: um equipamento instalado do lado de fora suga o ar externo e a água da chuva tem a função de umidificar e resfriar em até 10 graus o ambiente interno. “Ele refrigera o ambiente mesmo com as portas e janelas estando totalmente abertas. O consumo de energia então é baixo e a troca de calor é muito eficiente”.
São Paulo concentra 45% da criação de codornas do país.





















