Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,79 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,47 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,42 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,83 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.291,22 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
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População Mundial: Mais dois bilhões – por Antonio Alvarenga

Desafios de alimentar o mundo é tema do artigo do SNA.

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População Mundial: Mais dois bilhões – por Antonio Alvarenga

População Mundial: Mais dois bilhões – por Antonio AlvarengaA população mundial atingiu, no início de novembro de 2011, sete bilhões de pessoas. Até 2050, a ONU estima que chegaremos a nove bilhões de habitantes. São 213 mil novas bocas por dia, ou 78 milhões por ano. 

O maior desafio a ser enfrentado nas próximas décadas será equacionar a oferta de alimentos para os novos habitantes do planeta. Não é tarefa fácil, principalmente se levarmos em conta que temos atualmente cerca de um bilhão de pessoas subnutridas. 

Caberá ao Brasil desempenhar importante papel na solução dessa equação. Principalmente nos próximos 20 ou 30 anos, enquanto novas áreas de produção no mundo não venham a ser desenvolvidas.

Além de produzir alimentos em quantidade, qualidade e preço para a sua população, o Brasil precisará responder, cada vez mais, ao desafio de suprir as necessidades de alimentação do mundo. Isso sem falar na produção de energia verde.    

Para atender a essa demanda, a expansão virá com o aumento da produtividade de nossas pastagens e com a incorporação, ao processo produtivo, de novas áreas no cerrado.  É inevitável. 

O Brasil tem conseguido aproveitar suas vantagens comparativas para tornar-se referência no agronegócio global. Temos terra, água, clima, tecnologia e mão de obra qualificada para satisfazer a crescente demanda global por produtos de origem ropecuária. 

Há tempos estamos aumentando nossa produção a taxas maiores do que as taxas alcançadas em outras regiões do planeta. Com isso, vamos consolidando nossa posição de grande player nos mercados do agronegócio mundial.  

Somos o maior produtor de café, cana de açúcar e laranja do mundo; o segundo maior produtor de soja e o maior exportador mundial de carnes. Em pouco tempo, seremos o principal pólo mundial de algodão e de biocombustíveis e um dos principais fornecedores de madeira, papel e celulose. 

É difícil imaginar o que seria da economia brasileira se não fosse esse vigoroso sucesso de nosso agronegócio.

Há muitos interessados em investir no desenvolvimento do setor. No entanto, faz-se necessário superar alguns obstáculos. O primeiro deles é proporcionar mais segurança aos investidores, resolvendo a questão do novo Código Florestal e a legislação sobre a venda de terras para estrangeiros. 

Outro problema é a precariedade de nossa infraestrutura de transporte, armazenagem e logística de exportação. Para se ter uma idéia, o custo do frete no Brasil chega a ser quatro vezes maior que em outros países exportadores do agribusiness, como é o caso dos EUA e da Argentina.

As oportunidades são claras e devemos aproveitá-las. Somos uma nação que precisa crescer, proporcionar emprego e boas condições de vida aos brasileiros. Não podemos impedir o progresso de nosso agronegócio. O Brasil precisa produzir alimentos e energia renovável para os novos habitantes do planeta. Uma questão de segurança alimentar e sustentabilidade.

Por Antonio Alvarenga, presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA)

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