Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Mercado

Quaresma mantém preços do suíno pressionados e mercado segue cauteloso em abril

Demanda enfraquecida, cenário geopolítico e incertezas econômicas impactam comercialização no primeiro trimestre de 2026

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Quaresma mantém preços do suíno pressionados e mercado segue cauteloso em abril

O mercado suinícola brasileiro atravessou um primeiro trimestre de 2026 marcado por baixa liquidez e pressão sobre os preços, cenário que se intensificou ao longo de março devido à menor demanda interna durante a Quaresma. De acordo com levantamento do Cepea, o consumo reduzido típico do período contribuiu para manter os valores do setor em patamares enfraquecidos.

Além do fator sazonal, o desempenho do mercado também foi impactado por incertezas no cenário externo. Segundo o Cepea, especulações relacionadas ao contexto geopolítico global, aliadas às oscilações do dólar e à forte valorização do petróleo, geraram instabilidade e afastaram parte dos agentes das negociações.

Primeiro trimestre registra ritmo lento de comercialização

O enfraquecimento do mercado não se restringiu a março. Conforme o Cepea, o ritmo reduzido de negócios foi observado ao longo de todo o primeiro trimestre de 2026, refletindo um ambiente de cautela tanto por parte de produtores quanto da indústria.

Esse cenário contribuiu para a manutenção de preços mais baixos, mesmo diante de uma oferta relevante e de exportações ainda firmes.

Expectativas divididas para abril

Para abril, o mercado apresenta perspectivas distintas entre os agentes consultados pelo Cepea. Uma parcela mantém postura cautelosa, ainda influenciada pelos resultados negativos do trimestre, especialmente no que diz respeito à demanda interna e aos preços.

Por outro lado, há agentes mais otimistas que apostam em uma possível recuperação do mercado. Essa expectativa está fundamentada principalmente em dois fatores:

  • Fim da Quaresma, que tende a impulsionar o consumo de carne suína
  • Primeira quinzena do mês, período em que há maior circulação de renda devido ao pagamento de salários

Caso esses elementos se confirmem, o setor pode registrar uma reação gradual nos preços do suíno vivo e da carne ao longo de abril.

Cotações indicam variações regionais no mercado

Os dados recentes das bolsas de suínos mostram diferenças importantes entre regiões produtoras:

  • Em São Paulo, a Bolsa de Suínos da APCS definiu, em 25 de março, o preço do suíno vivo em R$ 7,20/kg, enquanto a carcaça variou entre R$ 10,00 e R$ 10,90/kg.
  • Já em Mato Grosso, levantamento da Acrismat apontou cotação de aproximadamente R$ 6,30/kg para o suíno vivo no período entre 30 de março e 5 de abril.
  • Em Minas Gerais, a referência recente indicou valores ao redor de R$ 6,80/kg, evidenciando a heterogeneidade do mercado nacional.

Cenário segue dependente de consumo e variáveis externas

O comportamento do mercado suinícola brasileiro nas próximas semanas deve continuar atrelado a fatores internos e externos. Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Recuperação da demanda doméstica
  • Estabilidade do câmbio
  • Evolução do cenário geopolítico global
  • Custos de produção, especialmente ligados à energia e insumos

Diante desse contexto, o setor segue operando com cautela, enquanto aguarda sinais mais claros de recuperação no consumo e nos preços.

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