Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,91 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,48 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,42 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,40 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,91 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 4,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 147,34 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 145,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 166,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 169,09 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 138,33 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 157,91 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,17 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.342,67 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.260,96 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 169,69 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 138,24 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 155,14 / cx
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Quaresma mantém preços do suíno pressionados e mercado segue cauteloso em abril

Demanda enfraquecida, cenário geopolítico e incertezas econômicas impactam comercialização no primeiro trimestre de 2026

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Quaresma mantém preços do suíno pressionados e mercado segue cauteloso em abril

O mercado suinícola brasileiro atravessou um primeiro trimestre de 2026 marcado por baixa liquidez e pressão sobre os preços, cenário que se intensificou ao longo de março devido à menor demanda interna durante a Quaresma. De acordo com levantamento do Cepea, o consumo reduzido típico do período contribuiu para manter os valores do setor em patamares enfraquecidos.

Além do fator sazonal, o desempenho do mercado também foi impactado por incertezas no cenário externo. Segundo o Cepea, especulações relacionadas ao contexto geopolítico global, aliadas às oscilações do dólar e à forte valorização do petróleo, geraram instabilidade e afastaram parte dos agentes das negociações.

Primeiro trimestre registra ritmo lento de comercialização

O enfraquecimento do mercado não se restringiu a março. Conforme o Cepea, o ritmo reduzido de negócios foi observado ao longo de todo o primeiro trimestre de 2026, refletindo um ambiente de cautela tanto por parte de produtores quanto da indústria.

Esse cenário contribuiu para a manutenção de preços mais baixos, mesmo diante de uma oferta relevante e de exportações ainda firmes.

Expectativas divididas para abril

Para abril, o mercado apresenta perspectivas distintas entre os agentes consultados pelo Cepea. Uma parcela mantém postura cautelosa, ainda influenciada pelos resultados negativos do trimestre, especialmente no que diz respeito à demanda interna e aos preços.

Por outro lado, há agentes mais otimistas que apostam em uma possível recuperação do mercado. Essa expectativa está fundamentada principalmente em dois fatores:

  • Fim da Quaresma, que tende a impulsionar o consumo de carne suína
  • Primeira quinzena do mês, período em que há maior circulação de renda devido ao pagamento de salários

Caso esses elementos se confirmem, o setor pode registrar uma reação gradual nos preços do suíno vivo e da carne ao longo de abril.

Cotações indicam variações regionais no mercado

Os dados recentes das bolsas de suínos mostram diferenças importantes entre regiões produtoras:

  • Em São Paulo, a Bolsa de Suínos da APCS definiu, em 25 de março, o preço do suíno vivo em R$ 7,20/kg, enquanto a carcaça variou entre R$ 10,00 e R$ 10,90/kg.
  • Já em Mato Grosso, levantamento da Acrismat apontou cotação de aproximadamente R$ 6,30/kg para o suíno vivo no período entre 30 de março e 5 de abril.
  • Em Minas Gerais, a referência recente indicou valores ao redor de R$ 6,80/kg, evidenciando a heterogeneidade do mercado nacional.

Cenário segue dependente de consumo e variáveis externas

O comportamento do mercado suinícola brasileiro nas próximas semanas deve continuar atrelado a fatores internos e externos. Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Recuperação da demanda doméstica
  • Estabilidade do câmbio
  • Evolução do cenário geopolítico global
  • Custos de produção, especialmente ligados à energia e insumos

Diante desse contexto, o setor segue operando com cautela, enquanto aguarda sinais mais claros de recuperação no consumo e nos preços.

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  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
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    R$ 122,48
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 128,88
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,42
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    R$ 5,40
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    Grande São Paulo (SP)
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    Grande São Paulo (SP)
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    Bastos (SP)
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  • Frango - Indicador
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