Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 222,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx
Artigo

Valor-R: Resistência Térmica de Isolantes

Um isolante térmico tem como função a de drasticamente reduzir a passagem de calor de uma área mais quente para uma mais fria.

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Valor-R: Resistência Térmica de Isolantes

Depois da publicação da minha nota do dia primeiro de outubro, um amigo (meu e desta coluna) me enviou uma mensagem pedindo que eu entrasse um pouco na discussão sobre Valor-R. O que é isto e por que o pessoal de engenharia usa? Se mesmo para nós da engenharia há confusão sobre isto, é natural que na avicultura eu não deva assumir que é um conceito bem entendido.

Um isolante térmico tem como função a de drasticamente reduzir a passagem de calor de uma área mais quente para uma mais fria. Por exemplo, nós colocamos uma lata de cerveja dentro de uma camisa de isolante térmico (uma espuma) para reduzir o ganho de calor da cerveja para que ela se mantenha fria por mais tempo. Na ausência do isolante, a cerveja facilmente ganharia calor do ambiente externo e se aqueceria mais rapidamente.

Há diversos motivos pelos quais utilizam-se isolantes térmicos, alguns dos quais são os seguintes:
1. Para dar conforto aos ocupantes de uma edificação – no caso da avicultura, este conforto é fundamental para garantir a produtividade de um lote de aves, principalmente quando há grandes diferenças de temperatura entre a superfície exterior do galpão e a temperatura interior. No Brasil, isto é particularmente verdade na cobertura que é irradiada pelo Sol durante boa parte do dia.
2. Para reduzir o consumo de energia – em galpões, isto se dá pela diminuição do uso de exaustores. Em edificações para gente, há diminuição dos custos de ar condicionado.
3. Para controlar a temperatura de uma superfície – esta foi a primeira justificativa para o uso de isolantes térmicos nos Estados Unidos. Ao se isolar uma superfície exposta ao clima frio externo, a temperatura da superfície interna do isolamento aumenta significativamente. No caso de galpões de animais, isto é feito para evitar condensação durante noites frias, já que o ambiente interno é mais quente e úmido.

Resistência Térmica
A principal característica de um isolante é a sua capacidade de reduzir a troca de calor entre a área que se encontra a uma temperatura mais alta e a área que se encontra a uma temperatura mais baixa. A resistência térmica do isolante é a entidade que mede o quão eficaz ele é em reduzir a troca de calor: quanto maior for a resistência térmica, melhor é o isolante térmico. Como se define a resistência térmica? Considere duas regiões que se encontram a temperaturas constantes , uma quente (a uma temperatura TQ) e uma fria (a uma temperatura TF). Ao se colocar um objeto entre as duas regiões, depois de passado um tempo um fluxo de calor (Q) vai se estabelecer. A resistência térmica (RT) do objeto é definida como

RT=(TQ-TF)/Q.

Ou seja, quanto maior o fluxo de calor Q, menor é a resistência térmica do material. Os materiais isolantes térmicos funcionam porque fazem com que o fluxo de calor seja pequeno. Assim, pela definição acima, a resistência térmica destes materiais é elevada.

Condutividade Térmica
Um outro conceito importante é o de condutividade térmica. Ela é uma propriedade termofísica de um material e é definida pela Lei de Fourier. Ao se colocar o objeto feito de um material entre duas temperaturas fixas, observa-se que o fluxo de calor Q é proporcional ao gradiente de temperatura. De uma forma mais rasteira, se escreve

Q=k (TQ-TF)/d,

Onde d é a distância entre a superfície quente e a superfície fria (ou seja, é a espessura do objeto) e k, que é a constante de proporcionalidade, é chamada de condutividade térmica do material. Ao se comparar as duas equações, é possível constatar que a resistência térmica de um objeto é definida como

RT=d/k.

Assim, para qualquer objeto, basta se saber a condutividade térmica do material do qual ele é feito e a sua espessura para se calcular a sua resistência térmica. Para ilustrar, observe nas Tabelas 1 e 2 a condutividade térmica de alguns materiais comuns e isolantes, respectivamente.

Tabela 1. Condutividade térmica de alguns materiais comuns em construção a 27°C .

Material

Condutividade térmica [W/m.K]

Argamassa

0,72

Compensado de madeira

0,12

Madeira

0,12

Tijolo

0,72

Tabela 2. Condutividade térmica de alguns materiais isolantes em construção a 27°C.

Material isolante

Condutividade térmica [W/m.K]

Cortiça2

0,039

Lã de vidro2 (16 kg/m3)

0,046

Lã de vidro2 (28 kg/m3)

0,038

Poliestireno expandido (EPS[1], 15 kg/m3)

0,040

Poliestireno extrudado (XPS[2])

0,029

Valor-R
Bom, e esta estória de valor-R? O valor-R é a resistência térmica do material medida em condições específicas determinadas para fins de comparação . Como a resistência térmica de um material isolante varia com a temperatura, é preciso adotar um padrão para que diferentes materiais possam ser comparados. Quanto mais baixa a temperatura, maior é a resistência térmica porque há uma menor contribuição da radiação dentro do material. Por isto, para poder comparar, é necessário definir bem as condições do ensaio.

Utiliza-se o método de ensaio definido pela norma ASTM C177 ou pela norma ASTM C518, por exemplo, impondo a temperatura da placa fria em 10°C e a temperatura da placa quente em 38°C. A resistência térmica do material isolante medida entre estas duas temperaturas é então chamada de valor-R. Diferentes materiais podem então ser comparados porque os ensaios foram realizados entre as mesmas temperaturas.

A Tabela 3 mostra uma lista de materiais isolantes com seus valores-R por polegada (25,4 mm). Coloquei as unidades nos dois sistemas (SI e IP) para fins de comparação.

Tabela 3 – Valor-R por polegada de material isolante.

Material isolante

Valor-R por 25 mm [ht.ft2.°F/Btu]

Valor-R por 25 mm [m2.K/W]

Lã de vidro[1]

3,1-4,3

0,553-0,757

Lã de rocha6

3,1-4,0

0,553-0,704

Poliestireno expandido (EPS)

3,6

0,635

Poliestireno extrudado (XPS)

5,0

0,875

Poliisocianurato (PIR)6

5,0-5,6

0,881-0,986

Os dois materiais isolantes mais comuns em galpões avícolas no Brasil são o EPS e o XPS. Embora seja possível obter o mesmo nível de resistência térmica usando os dois materiais, para tal é necessário ajustar a sua espessura. A Tabela 4 mostra a resistência térmica de isolantes comuns em galpões avícolas no Brasil para algumas espessuras do material e a Tabela 5 mostra as espessuras de EPS e XPS necessárias para fornecer a mesma resistência térmica.

Tabela 4 – Resistência térmica de isolantes comuns em aviários no Brasil para algumas espessuras.

Isolante

Espessura [mm]

25

50

75

100

150

200

Valor-R [m2.K/W]

EPS

0,635

1,270

1,905

2,540

3,810

5,080

XPS

0,875

1,750

2,625

3,500

5,250

7,000

Tabela 5 – Espessuras equivalentes de EPS e XPS para fornecer a mesma resistência térmica.

Isolante

Espessura [mm]

EPS

34

69

103

138

207

276

XPS

25

50

75

100

150

200

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Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,98
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 123,24
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 130,20
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,21
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,96
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,68
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,65
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,80
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 182,51
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 200,46
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 207,25
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 223,39
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 173,72
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 201,21
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,03
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,07
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.219,92
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.093,06
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 222,89
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 196,13
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 187,56
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 197,23
    cx

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