O ano de 2014 foi marcado pelos recordes do preço do suíno e do poder de compra do produtor.
Poder de compra do suinocultor é recorde em 2014

O ano de 2014 foi marcado pelos recordes do preço do suíno e do poder de compra do produtor, que experimentou uma relação de troca suíno vivo x milho de quase 1:15 no mês de setembro, de forma que cada quilo de suíno comercializado era suficiente para adquirir 14,6 quilos de milho, algo impensável para quem em julho de 2012 comprava apenas 4,8 kg de milho.
A relação insumo x produto é considerada favorável ao produtor de suínos quando cada quilo vivo do animal é suficiente para adquirir pelo menos 7,0 kg de milho e 3,0 kg de farelo de soja. O poder de compra dos suinocultores começou a se recuperar no segundo semestre de 2012, e aquele ano terminou com uma relação de troca favorável tanto para milho como para farelo de soja.
De lá para cá são 24 meses de um cenário favorável, no entanto não deve-se esquecer que a maioria dos produtores passou 2013 apenas se recuperando dos fortes prejuízos da crise de 2011/2012. Mas 2014 foi diferente, a volta da rentabilidade permitiu ao produtor resgatar o poder de investimento, o que já é percebido através do aumento da oferta de animais para abate.
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Para 2015, tudo aponta para um ano também favorável à suinocultura. Os preços recordes do suíno vivo dificilmente se repetirão, no entanto o mercado de grãos é bastante favorável à produção de carnes, já que os altos estoques mundiais e as boas perspectivas de safras manterão as cotações do milho e da soja mais estáveis.
A oferta de animais para abate vem gradativamente se elevando, mas ainda há espaço para carne suína no mercado doméstico. O potencial de consumo interno é próximo a 16 kg per capita/ano e a disponibilidade doméstica ficou em 14,63 Kg em 2014, segundo a ABPA, de modo que a maior oferta em 2015 não deve afetar a rentabilidade setorial.





















