Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,56 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,32 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,18 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,00 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,77 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 188,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,93 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.207,77 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.085,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 178,26 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 164,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 172,94 / cx
Insumo

Clima adverso deve elevar preço do milho no Brasil

O clima deve tornar o milho a menina dos olhos dos agricultores neste ano.

O clima deve tornar o milho a menina dos olhos dos agricultores neste ano. Isso porque os cenários nacional e internacional devem garantir preços firmes para o cereal no decorrer do ano. A avaliação é de Anderson Galvão, da consultoria Céleres, de Uberlândia (MG). Um dos fatores que podem dar preço firme ao cereal foi a redução da produtividade da safra brasileira de verão, devido à falta de chuva em algumas regiões produtivas. E o clima vai continuar influenciando os preços daqui para a frente, segundo ele. A produção da safrinha, que começa a ser semeada, é sempre uma incógnita, devido ao período de risco climático.

Leonardo Sologuren, da consultoria Clarivi, concorda com Galvão e afirma que o fator preocupante é realmente o clima. Assim como houve atraso no plantio de soja, devido à falta de chuva, a repetição desse cenário agora complicaria a safra de milho de inverno. “O lado negativo na produção pode, no entanto, dar mais preço ao cereal”, afirma Sologuren.

A própria safra brasileira de soja, se registrar uma quebra acima do normal devido ao clima, vai afetar a intenção de plantio dos agricultores dos Estados Unidos. Uma quebra na safra brasileira da oleaginosa -o Brasil é segundo maior produtor mundial- provocaria uma alta nos preços, levando boa parte dos produtores norte-americanos a semear mais soja na safra 2015/16, em detrimento do milho. Uma safra menor de milho nos Estados Unidos -líderes mundiais na produção do cereal- seria mais um motivo para os preços firmes do grão, segundo os analistas Galvão e Sologuren.

Pior para os produtores brasileiros de soja, que teriam preços, mas sem o produto para comercializar. O câmbio também sustenta o milho. A alta da moeda norte-americana elimina parte dos custos da ineficiência logística, permitindo ao Brasil manter ativas as exportações do cereal, que já começaram aquecidas neste mês.

Se o país repetir, em 2015, o volume exportado em 2014, quando saíram 20,6 milhões de toneladas pelas fronteiras brasileiras, o mercado ficará enxuto, acredita Galvão. E, se mantiver um patamar competitivo de preços, o milho brasileiro ganha o mercado externo com certeza, devido à qualidade atingida nos últimos anos, diz Galvão.

Para Sologuren, o clima vai comandar o mercado neste ano. O cenário, que era mais pessimista para o produto no final do ano passado, voltou a ficar mais favorável, principalmente com essas preocupações com o clima. O comportamento da soja vai refletir o mercado norte-americano, que já está definido pela safra recorde de 2014/15. O milho, no entanto, estará mais ligado às perspectivas de produção em 2015/16, segundo Sologuren.

Produção – A safra de verão de milho deverá ser de 35,3 milhões de toneladas, abaixo do previsto. Já a safrinha deverá atingir 49,1 milhões. Com isso, a produção total de 2014/15 recua para 84,4 milhões de toneladas de milho, segundo a consultoria Céleres.

Biodiesel – O consumo deste ano, via mistura no diesel, será de 4,2 bilhões de litros, de acordo com estimativas da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). Em 2014, foram consumidos 3,3 bilhões de litros.

Marco regulatório – A Abiove acredita que neste ano deverão ser aprofundadas as discussões sobre o setor, garantindo previsibilidade e segurança jurídica para os investimentos no logo prazo.

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