Projeto Piloto em Comunidades Rurais Digitais atenderá onze cidades com a instalação de antenas repetidoras de sinal de internet e telefonia
Santa Catarina investe em internet e telefonia móvel para o meio rural

O meio rural catarinense está cada vez mais conectado. Santa Catarina tem projeto pioneiro para levar internet e telefonia móvel para municípios com carência em infraestrutura de comunicação básica. Em fase final de instalação, o Projeto Piloto em Comunidades Rurais Digitais atenderá onze cidades com a instalação de antenas repetidoras de sinal de internet e telefonia. A ação, executada pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, conta com investimentos de R$ 5,5 milhões do Programa SC Rural.
Pinheiro Preto, no meio-oeste catarinense, é um dos onze municípios beneficiados pelo Projeto e terá cobertura de internet em 90% do seu território. Para viabilizar o acesso, o Projeto contou com a implantação de uma torre localizada na prefeitura e outras quatro antenas repetidoras. Com todos os equipamentos já instalados, o município aguarda apenas as licenças de operação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Fundação do Meio Ambiente (Fatma). A expectativa é de que o Projeto seja lançado no próximo mês.
O secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, explica que, com a internet e telefonia, muitos serviços poderão ser oferecidos para o cidadão, como por exemplo: comércio eletrônico, ensino à distância, turismo rural dentre outros. Além de oferecer a oportunidade de inclusão digital e inclusão social às comunidades rurais. “O interior tem a mesma necessidade de se comunicar do que as cidades. Hoje não se tem desenvolvimento sem infraestrutura. O telefone e a internet são ferramentas que precisam estar na mão do cidadão, onde ele morar”, ressalta.
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Além de Pinheiro Preto, os municípios de Ipuaçu, Catanduvas, Bom Retiro, Major Vieira, Trombudo Central, Botuverá, Bocaina do Sul, Pedras Grandes, Tigrinhos e Anitápolis também terão a infraestrutura para instalação de internet e telefonia móvel. Em alguns casos, as torres repetidoras de sinal são totalmente alimentadas por energia solar, gerada por painéis e kits de bateria.
Esta semana o gerente de tecnologia da informação da Secretaria de Estado da Agricultura, Fabio Luiz Ferri, e o consultor técnico, Marcos Vinicius Vanzin, visitaram os municípios atendidos para verificar as estruturas de telecomunicações, qualidade dos sinais de transmissão entre as torres e a configuração dos sistemas de cadastramento dos usuários e gestão dos conteúdos. Durante 24 meses, os custos de implantação, manutenção, operação e gestão ficarão a cargo da Secretaria da Agricultura e da Pesca. Após esse período, o município será responsável pelos custos.
Segundo o secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional de Videira, Euro Vieceli, o Projeto leva informação ao homem do campo. “Uma iniciativa pioneira e revolucionária. Somos sabedores da importância de conter o êxodo rural, mas só haverá iniciativas efetivas quando as condições para permanecer no campo forem boas, e a internet é um item indispensável” afirma.





















