Se as estradas não forem desbloqueadas e as granjas voltarem a funcionar, o País pode perder 1 bilhão de aves
Brasil pode ter de importar frangos, diz ministro Blairo Maggi

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, publicou um vídeo em sua conta no Facebook, na noite desta terça-feira (29), demonstrando preocupação com a situação de desabastecimento de alimentos no País. Segundo ele, o Brasil pode deixar de ser um exportador de carne de frango e se tornar um importador dessa proteína.
“Se até quinta-feira a gente não conseguir liberar todas as estradas, fazer com que as granjas voltem a funcionar, podemos perder mais de 1 bilhão de aves, fazendo com que o Brasil possa se tornar até um importador de frangos”, destacou Maggi.
Há uma grande preocupação, nas palavras do ministro, com o preço e a quantidade de alimentos nos supermercados e na mesa dos brasileiros. Isso porque muitas granjas e frigoríficos pelo País estão com atividades suspensas e já existe desabastecimento de comida.
Leia também no Agrimídia:
- •Avicultura e produção de milho: programa do Mapa destina R$ 3 bilhões para desenvolvimento sustentável na Caatinga
- •Mudança no Ministério: André de Paula como novo ministro da Agricultura
- •Sanidade na avicultura: doença de Newcastle avança na Alemanha e acende alerta no setor europeu
- •CNA participa de debate internacional na OIT sobre regras nas cadeias produtivas
Bloqueios continuam
Após nove dias de paralisação, seguem os registros de mortes de aves decorrentes do impedimento do transporte de insumos. Ao mesmo tempo, determinados grupos têm se tornado cada vez mais agressivos. Exemplo disto é a queima de dois caminhões de ração na BR 101, perto da entrada do município de Muritiba, na Bahia.
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) ainda há bloqueios que impedem a circulação de animais vivos, rações e produtos frigorificados pelo país. “A inconsequência dos atos nos piquetes terá impacto direto no poder de compra do consumidor”, afirma a entidade.
Com menor oferta de produtos, mas com a mesma carga tributária, mesmo custo operacional e possível alta nos insumos para a produção industrial, ficará mais caro produzir. Estima-se que os custos para a recuperação da normalidade do processo deverão ser 30% acima do anteriormente praticado.





















