O setor recicla anualmente cerca de 12 milhões de ton produzindo de farinhas, gorduras, gelatinas, hemoderivados e outros produtos
Reciclagem animal agrega valor e reduz impacto ambiental

Por Caroline Mendes
O setor de reciclagem animal – ou graxaria como é popularmente conhecido – processa os resíduos do abate de animais, evitando impacto ambiental e agregando valor a esses subprodutos. Dados da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) mostra que somente no ano de 2018 foram reciclados 12 milhões de toneladas de resíduos do sistema de abate animal os quais foram destinados à produção de farinhas, produtos gordurosos, gelatinas, hemoderivados e outros produtos. Destes, foram produzidos mais de três milhões de toneladas de farinhas e mais de um milhão de tonelada de gordura.
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Deste montante produzido, 96,5% atende ao mercado doméstico e 3,5% são exportados para Chile, Vietnã, Estados Unidos, África do Sul, Colômbia, Argentina, Bangladesh, Bolívia, Taiwan, Costa Rica e outros 42 países.
Para o presidente da Abra, Décio Coutinho, o setor possui dois aspectos importantes. “Um dos aspectos é a sustentabilidade, fazer voltar para o círculo da produção animal um produto da própria produção; você produz boi, vai pra terminação, vai pro abate e 40% disso é transformado em farinha e gordura e retorna para o produtor em forma de ração. E o segundo é o aspecto ambiental. Esse produto, se não fosse matéria-prima da reciclagem, iria para o leito dos rios e aterros sanitários, causando um impacto ambiental extremamente nocivo a produção brasileira”.
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