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Economia

Bioenergia ameniza falta de chuva na produção de energia

A energia renovável evitou a emissão direta de 5,3 milhões de toneladas de CO2

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Bioenergia ameniza falta de chuva na produção de energia

No outubro mais seco dos últimos 90 anos, a geração de bioeletricidade ajudou a amenizar o impacto da falta de chuva nos reservatórios das hidrelétricas. A energia produzida a partir de biomassa forneceu mais de 3 mil GWh ao Sistema Interligado Nacional (SIN), equivalente a mais que o dobro da geração a carvão em outubro.

O baixo volume de chuva tem obrigado também o SIN a aumentar a produção nas termoelétricas fósseis, mais caras, como forma de economizar água dos reservatórios das hidrelétricas, principalmente as instaladas nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul.

No acumulado – de janeiro a outubro deste ano – a oferta de bioeletricidade para o sistema nacional foi de 23.764 GWh, representando um aumento de 2% em relação ao mesmo período em 2019. Volume equivalente a atender 14,2% do consumo industrial de energia elétrica do país durante todo o ano passado ou 12,3 milhões de unidades residenciais.

As informações constam do Boletim Bioeletricidade em Números – Novembro/2020, editado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), com base em dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Bioeletricidade sucroenergética tem alta de 3% até setembro

Zilmar Souza, gerente de bioeletricidade da UNICA, chama a atenção que os meses de abril a outubro de 2020 representam sozinhos 90% do total da geração de bioeletricidade para a rede de janeiro a outubro de 2020. “Isto ressalta a relevância da safra canavieira no Centro-Sul, tradicionalmente iniciada em abril de cada ano. A geração de energia elétrica pelo setor sucroenergético, para a rede nacional, costuma representar mais de 80% da geração anual pela bioeletricidade em geral”, comenta.

Com relação específica à geração de energia elétrica pelo setor sucroenergético, de janeiro a setembro de 2020, a bioeletricidade ofertada ao SIN foi 17.014 GWh (alta de 3% em relação à igual período em 2019), representando 82% da geração da bioeletricidade em geral no período. Estima-se que essa energia renovável tenha evitado a emissão direta de 5,3 milhões de toneladas de CO2, marca que somente seria atingida com o cultivo de 37 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos.

Dos 17.014 GWh gerados pelo setor sucroenergético para a rede, entre janeiro e setembro deste ano, 82% foram ofertados entre maio e setembro (período seco no setor elétrico). “Trata-se de uma geração equivalente a ter poupado 12% da água disponível associada à energia máxima que poder ser gerada nos reservatórios das hidrelétricas do submercado Sudeste/Centro-Oeste, pela maior previsibilidade e disponibilidade da bioeletricidade no período seco”, avalia Souza. Em 23.11.2020, a energia armazenada nos reservatórios das hidrelétricas naquele submercado fechou em apenas 19,635%.

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