Ainda temos muito que avançar, porque hoje a solar é apenas 2% da matriz energética, um porcentual pequeno diante do potencial, que pode chegar a 32% em 2050 e ultrapassar as hidrelétricas, segundo estudos e consultorias internacionais
Mundo precisa acelerar avanço da energia solar para atingir metas

A fonte solar deve se tornar a número 1 em diversos países nos próximos 30 anos, inclusive no Brasil, mas para isso é preciso acelerar o ritmo atual dos projetos, que estão deixando muito a desejar, avalia o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), Rodrigo Sauaia, que vê na 26ª Conferência do Clima (COP-26) que está sendo realizada em Glasgow, Escócia, a oportunidade de divulgar os avanços que estão sendo feitos no Brasil.
Ele vai apresentar na conferência casos de sucesso, como os leilões de energia do governo, que garantiram o crescimento desta fonte em 1.500% desde 2012, atingindo este ano 11 mil megawatts (MW) de potência instalada, a mesma capacidade da usina de Belo Monte, no Pará.
“Mesmo com esse crescimento todo, ainda temos muito que avançar, porque hoje a solar é apenas 2% da matriz energética, um porcentual pequeno diante do potencial, que pode chegar a 32% em 2050 e ultrapassar as hidrelétricas, segundo estudos e consultorias internacionais”, informou Sauaia.
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O executivo já participou virtualmente de dois eventos da COP-26 e na próxima semana vai apresentar o caso da energia solar no Brasil no Pavilhão brasileiro, mostrando que em menos de 10 anos o País passou de 7 megawatts (MW) de potência instalada da fonte para 11 mil MW. Além da Absolar, Sauaia é vice-presidente do Global Solar Council, uma entidade internacional fundada em 2015, na COP21, que reúne 40 países.





















