É a maior elevação mensal desde julho de 2011. Cereais e óleos vegetais puxaram a alta; preços de carnes e do açúcar recuaram.
Índice de Preços de Alimentos chega ao maior patamar em mais de uma década

O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) avançou em outubro, chegando a 3,9 pontos (3%), alcançando assim, uma média de 133,2 pontos. Trata-se do nível mais alto desde julho de 2011. Curiosamente, o preço da carne, que tanto tem preocupado, recuou, assim como o açúcar. Os grandes “vilões” dos preços foram mesmo os cereais e os óleos vegetais.
O preço da carne apresentou uma queda de 0,8 pontos (0,7%) em relação a setembro, mas o motivo é explicado pela redução nas compras da China. Após a confirmação de dois casos da doença do mal da vaca louca no Brasil, os chineses suspenderam a compra da carne bovina brasileira, o que pressionou para baixo também os preços da suína.
Por outro lado, as carnes ovinas, por causa de limitações de oferta da Oceania, subiram. O frango também se valorizou em outubro pela forte demanda global, entretanto, o crescimento da produção seguiu fraco em virtude dos elevados custos de rações e do surto de gripe aviária que preocupa, sobretudo na Europa.
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Após seis altas mensais consecutivas, os preços do açúcar recuaram em outubro, ficando, em média, em 119,1, queda de 2,1 pontos (1,8%) em relação a setembro, Entretanto, o valor está 40% acima do que era praticado no mesmo período de 2020.
O índice de preços de cereais subiu 4,3 pontos (3,2%), registrando assim média de 137,1 pontos em outubro. O trigo subiu pelo quinto mês consecutivo, dessa vez 5%. As colheitas menores principalmente nos Estados Unidos, Federação Russa e Canadá são os principais motivos para esses aumentos, segundo a FAO.
Os preços da cevada subiram em decorrência da forte demanda e aumentos de preços em outros mercados. O arroz também apresentou alta em outubro em virtude de uma demanda maior. Já o milho permaneceu estável.
Como já citado no começo da nota, os óleos vegetais ajudaram a impulsionar consideravelmente o Índice de Preços de Alimentos da FAO. Em outubro, a média foi de 184,8 pontos, o que representa uma alta de 16,3 pontos (9,6%) em comparação com setembro. Os óleos de palma e de colza foram os que mais pressionaram os preços para cima, enquanto as cotações de óleos de soja e girassol diminuíram.
Ainda no caso dos óleos vegetais, vale destacar que pelo terceiro mês consecutivo, as cotações internacionais do de palma subiram, atingindo o nível mais alto em mais de uma década. A produção abaixo do esperado na Malásia foi apontada como motivo principal.
Já o subíndice de preços dos laticínios registrou média de 120,7 pontos em outubro, alta de 2,6 pontos (2,2%) em relação a setembro.





















