Utilização destes aditivos remete a uma produção mais saudável e traz benefícios diversos, como estímulo do consumo, aumento da secreção de enzimas digestivas e melhora da absorção de nutrientes, além de modulação da flora intestinal e ganhos na imunidade nos animais
Alimentação animal incorpora o uso de aditivos de base natural como alternativa aos antimicrobianos

Nas últimas décadas, países do mundo todo têm buscado alternativas viáveis para reduzir o uso de antimicrobianos na produção animal, principalmente como aditivos melhoradores de desempenho. A proibição dos antimicrobianos implica em modificações nutricionais em todos os sistemas produtivos, além da criação de novas estratégias para manter os animais saudáveis e com desempenho zootécnico satisfatório e de acordo com as normas e exigências atuais.
A pressão de organismos ligados à segurança alimentar – e a ênfase em bem-estar animal – determinou ao consumidor final o anseio por produtos naturais; e isso tem levado a indústria fabricante de aditivos e rações à substituição de suas soluções sintéticas por naturais.
Para Lediane Tomazi Miotto, coordenadora de Pesquisa & Desenvolvimento da BTA Aditivos, o uso de aditivos naturais, tanto na preservação de matérias-primas e alimentos quanto na nutrição animal, está sendo instituído e preconizado neste setor, tornando-se um movimento cada vez mais sólido.
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“Diversos aditivos naturais oriundos de diferentes espécies vegetais estão sendo estudados como fontes alternativas aos sintéticos, os quais podemos citar: os prebióticos, probióticos, leveduras, ácidos orgânicos, óleos e extratos de plantas”, comenta Lidiane.
O território brasileiro tem uma enorme variedade de plantas, com milhares de espécies ainda não estudadas, mas muitas delas já bem conhecidas e utilizadas medicinalmente. Lívea Gomes, zootecnista e assistente Técnico Comercial da Phytus Feed, conta que uma das características dessas plantas é a capacidade de produzir muitos produtos químicos orgânicos de alta diversidade estrutural.
Também chamados de metabólitos secundários, eles são matéria-prima para produção dos aditivos fitogênicos, e suas ações no organismo do animal estão diretamente relacionadas à função que os mesmos desempenham para garantir a sobrevivência da planta.
“A ação de um aditivo fitogênico no animal varia de acordo com o tipo e qual parte da planta foi utilizada; idade e localização demográfica da planta, condições climáticas, método e condições de colheita, armazenamento, processamento, interação com outros ingredientes da fórmula etc. Pensando nisso, o Brasil tem um grande potencial em desenvolver aditivos fitogênicos com diferentes composições e ações para as mais diversas espécies animais”, afirma Lívea.
Confirma a matéria completa na edição 1305 da revista Avicultura Industrial





















