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Investimento

Prumo e Neoenergia fecham acordo para desenvolver eólica offshore e hidrogênio verde

De acordo com Rogério Zampronha, presidente da Prumo, a aliança com a Neoenergia segue outra, feita com a francesa EDF-Re, também para produção de hidrogênio verde por meio de energia eólica offshore

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Prumo e Neoenergia fecham acordo para desenvolver eólica offshore e hidrogênio verde

A Neoenergia (NEOE3) e a Prumo (PRML3) fecharam ontem um acordo para desenvolver um projeto de hidrogênio verde no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, aliado à instalação de um parque eólico offshore de 3 gigawatts (GW), informou a diretoria-executiva de Renováveis da Neoenergia, Laura Porto, durante apresentação na 20a edição da Rio, Oil & Gas.

De acordo com Rogério Zampronha, presidente da Prumo, a aliança com a Neoenergia segue outra, feita com a francesa EDF-Re, também para produção de hidrogênio verde por meio de energia eólica offshore.

“Temos um projeto bastante ambicioso dentro da Prumo, de fazer do Porto do Açu um lugar onde toda a transição energética, ou revolução energética, como chamamos, vai acontecer, porque lá podemos instalar toda a cadeia de valor, desde equipamentos até a produção de itens para exportação“, disse Zampronha, ressaltando que além de ventos offshore competitivos, o Porto do Açu já tem toda a infraestrutura para suportar a produção de petróleo, o que vai ajudar a instalação do parque eólico.

Segundo ele, a expectativa é de que o primeiro megawatt-hora (MWh) eólico offshore seja gerado no empreendimento até 2030.

De acordo com a Laura Porto, da Neoenergia, a partir de agora serão estabelecidos marcos entre as duas empresas e os estudos ambientais deverão ser os primeiros a serem desenvolvidos.

“É uma preocupação muito grande nossa, e a Prumo é uma referência nisso. Então, acho que o compartilhamento de dados vai ser muito importante, além da parte logística, claro”, avaliou a diretora.

Laura explicou que a escolha do Porto do Açu se deve às perspectivas de instalações industriais na região, que cria uma demanda para a energia elétrica gerada em alto mar, além da possibilidade de exportação do hidrogênio verde que venha a ser produzido pelas duas companhias.

“É uma vantagem muito competitiva, porque você não precisa de grandes linhas de transmissão, por exemplo”, disse a executiva.

O projeto do parque de 3 GW em energia eólica offshore ainda está sendo avaliado pelo Ibama, que já informou aos agentes interessados em explorar a nova tecnologia no Brasil que a licença ambiental prévia somente será dada após o marco legal do segmento ficar claro e consolidado.

“Tem um decreto hoje em que estão sendo detalhadas as normas complementares, e tem um projeto de lei do Senado que vai dar mais robustez, mais segurança. É supe

Segundo Laura, o marco regulatório do segmento ainda precisa ser aperfeiçoado e deve valorizar atributos ambientais, sociais, geração de empregos, qualidade da empresa, “para que somente o preço (do leilão da área) não seja o fator decisivo”, afirmou.

“Todas essas alavancas vão contribuir para que a eólica offshore seja um sucesso como foi a onshore, e numa escala muito maior”, concluiu a executiva.

r importante construir um marco que tenha realmente segurança jurídica e previsibilidade para atrair os investidores”, destacou a diretora da Neoenergia.

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