Setor agro gaúcho busca apoio do BNDES após catástrofe climática

Representantes do setor agroindustrial gaúcho, especialmente ligados à produção de proteína animal, reuniram-se com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para discutir formas de acesso a crédito e garantias em meio às dificuldades enfrentadas após a recente catástrofe climática que atingiu o Rio Grande do Sul. O encontro, realizado na sede do Conselho Regional de Contabilidade em Porto Alegre, teve como objetivo acompanhar as medidas emergenciais propostas pelo BNDES para apoiar as indústrias e produtores afetados.
Durante a reunião, os representantes do BNDES detalharam as iniciativas governamentais destinadas a auxiliar as empresas e cooperativas atingidas pela crise. No entanto, houve observações sobre a eficácia dessas medidas, com destaque para a necessidade de tornar acessíveis os recursos do Fundo Garantidor de Crédito também para as grandes empresas, não apenas para as de pequeno e médio porte. José Eduardo dos Santos, presidente executivo da Organização Avícola do RS (Asgav/Sipargs), expressou preocupação com a possibilidade de entraves à continuidade das atividades e à manutenção de empregos nas indústrias afetadas.
Outra questão levantada foi a flexibilização das Certidões Negativas de Débito (CNDs) para instituições financeiras e agências de fomento, incluindo o próprio BNDES, visando facilitar o acesso ao crédito. Santos ressaltou a importância de uma abordagem individualizada para cada caso e propôs a inclusão do rebanho como garantia aceita pelo BNDES, além da redução das taxas bancárias.
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Além de Santos, estiveram presentes na reunião outros líderes do setor, como Nestor Freiberger, presidente do Conselho Diretivo da O.A/RS (Asgav /Sipargs) e Diretor-Presidente da Agrosul Alimentos, José Roberto Fraga Goulart e Rogério Kerber, do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos no RS (SIPS), Ladislau Boes, presidente do Sindicato da Indústria de Carnes de Derivados do RS (SICADERGS), e o Secretário de Desenvolvimento Econômico do RS, Ernani Polo, além de empresários e dirigentes de indústrias avícolas, de carne suína e da pecuária de corte do Rio Grande do Sul.





















