Soja, milho e trigo em queda na bolsa de Chicago, sob pressão de tensões comerciais e oferta global

Os preços da soja, milho e trigo iniciaram a semana sob pressão e em queda na abertura dos negócios na bolsa de Chicago. O mercado se mantém atento à guerra comercial entre Estados Unidos e China, além de aguardar os relatórios de estoques de grãos e intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), previstos para 31 de março.
Os contratos de soja com entrega para maio operam em queda de 0,47%, a US$ 10,05 por bushel. O mercado observa as medidas tarifárias impostas aos EUA, que podem reduzir a demanda por grãos e oleaginosas norte-americanas. A Trading Economics aponta para a perspectiva de estoques globais recordes neste ano. As tensões comerciais entre EUA e China já enfraqueceram as exportações de soja, com a China retaliando os americanos e redirecionando suas compras para o Brasil, que avança na colheita.
O milho para maio recua 0,65%, a US$ 4,61 por bushel. A queda é impulsionada pelo aumento da oferta global. Nos EUA, a Trading Economics espera que os agricultores ampliem a área plantada com milho em 4,2% nesta primavera, elevando a área cultivada para cerca de 94,6 milhões de acres. Esse aumento é motivado por condições climáticas favoráveis, baixos preços do feno e realocação de áreas anteriormente destinadas à soja, trigo e sorgo.
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O trigo, por sua vez, cai 1,83% nos contratos com entrega para julho, a US$ 5,64 por bushel. A queda é impulsionada por dados fracos de vendas semanais para exportação e pela valorização do dólar, que gerou preocupações sobre a competitividade do trigo norte-americano no mercado internacional. As condições climáticas, com chuvas e neve nas regiões produtoras de trigo de inverno nos EUA, ajudaram a aliviar a seca, mas adicionaram pressão sobre os preços.





















