Acompanhe o CNA debate desafios da implementação da reforma tributária no agro durante encontro em Goiás com líderes do setor
CNA debate desafios da implementação da reforma tributária no agro em encontro realizado em Goiás

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na segunda-feira (23), de um encontro que discutiu os principais desafios da implementação da reforma tributária no agronegócio. O evento foi realizado na Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), em Goiânia (GO), e reuniu lideranças rurais, produtores, contadores e especialistas do setor.
Para o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, o debate é fundamental para ampliar o entendimento sobre as mudanças no sistema tributário e seus impactos diretos no campo. Segundo ele, a reforma já está em vigor e exige atenção imediata do setor produtivo. “Nossa missão é levar essas informações até a ponta, para quem precisa”, afirmou.
Durante o encontro, o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, apresentou o histórico de tramitação da reforma no Congresso Nacional e destacou que o novo modelo tributário já é uma realidade. Ele alertou os produtores, especialmente, para as mudanças relacionadas à emissão de notas fiscais no período de transição.
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Conchon ressaltou, no entanto, que ainda existem pontos importantes a serem definidos. Entre eles estão a regulamentação infralegal — inicialmente prevista para setembro de 2025 e ainda em ajustes pela Receita Federal —, além das regras do imposto seletivo e da definição das alíquotas que serão estabelecidas por meio de resolução do Senado Federal.
Segundo o coordenador, o momento atual é de transição e testes, sem geração de débitos, mas com previsão de cobrança efetiva dos novos tributos a partir de 2027. Ele também destacou a atuação da CNA na fase de regulamentação, com o envio de sugestões relacionadas ao diferimento de insumos agropecuários e ao conceito de produto agropecuário in natura.
Entre os avanços do texto da reforma, Conchon apontou a previsão de alíquotas reduzidas para o agro na aquisição de insumos e a criação de um regime opcional diferenciado para produtores rurais com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. “A reforma tributária representa uma mudança de paradigmas, tanto para profissionais da contabilidade e do direito quanto para o produtor rural”, afirmou.
Por fim, ele alertou que as ações de fiscalização da Receita Federal sobre contratos de arrendamento e parcerias rurais devem ser acompanhadas de perto, por se tratar de um tema relevante que exigirá atenção redobrada dos produtores nos próximos anos. Após a apresentação, Conchon respondeu às perguntas dos participantes sobre as novas normas e os próximos passos da implementação da reforma.
Referência: CNA



















