Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,34 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,62 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,43 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,24 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,11 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,34 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,99 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,23 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.342,19 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.235,52 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,39 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 153,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx
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Biotecnologia em destaque

CIB assume desafio de tornar biotecnologia algo “mais palatável”. Segundo Adriana Brondani, do CIB, “só as críticas” chegam ao consumidor.

O Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) chega a dez anos de atuação com um novo desafio: convencer o consumidor brasileiro de que os alimentos à base de organismos geneticamente modificados são seguros para a saúde. E essa missão ficará a cargo de Adriana Brondani, cientista gaúcha que acaba de assumir a diretoria-executiva da entidade, substituindo Alda Lerayer, que volta ao setor privado.

Se antes era fundamental que o CIB, formado por cientistas e financiado pela indústria, atuasse como um “cão de guarda” dos transgênicos, agora a ideia é tornar a biotecnologia mais palatável ao cidadão comum. Não que o espírito de cão de guarda será esquecido – a resistência aos transgênicos ainda existe no Brasil. Mas a situação mudou bastante na última década, com o arrefecimento das denúncias de insegurança ambiental e à saúde humana na medida em que o governo dava sinal verde a novas aprovações de transgênicos.

Apesar de muitos setores da sociedade ainda criticarem a transgenia no campo, o crescimento dessas lavouras ganhou proporção tão grande que sugere uma situação sem volta. Variedades transgênicas de soja, milho e algodão foram aprovadas para cultivo e comercialização no Brasil e ultrapassaram em muito o volume de sementes convencionais plantadas. Mais recentemente, o feijão transgênico foi aprovado.

Por isso, a mudança de foco do CIB. Adriana admite que a escolha do seu nome se deve, em parte, à sua experiência em projetos de comunicação científica. Nos últimos anos, ela idealizou e fundou um portal na internet e programas de rádio e TV em Porto Alegre para esclarecer aos jovens dúvidas relacionadas à ciência, das coisas mais triviais até a biotecnologia. “A informação não chega ao consumidor. Só as críticas”, diz ela.

Para atingir o objetivo, Adriana pretende usar todos os meios que tiver às mãos. E as mídias sociais terão papel fundamental. Hoje, o CIB está no Twitter com dois perfis (transgênicosbr e biotecnologiabr), com 1.100 seguidores. Nessa primeira experiência em novas mídias, a entidade diz já ter identificado uma diferença importante nas nomenclaturas: citações de “transgênicos” estão geralmente associadas a algo ruim, enquanto as de “biotecnologia” são vistas como ciência (algo positivo).

É esse tipo de “correção conceitual” que Adriana quer trabalhar. Ela quer trabalhar mais com vídeos educativos no You Tube e não abre mão do corpo-a-corpo com formadores de opinião, aumentando a participação em fóruns, feiras e palestras em escolas e universidades. “Queremos chegar nos professores e nutricionistas, que são quem passa a informação para a frente”. Segundo Adriana, ainda há confusão e distorção no conhecimento da engenharia genética. Cita como exemplo o caso de uma nutricionista que lhe perguntou se o gene inserido no grão transgênico pode ser incorporado por quem come. “Há erros também nos livros didáticos (…). Precisamos articular a linguagem científica”.

Levar adiante novos projetos de comunicação deverá requerer mais aportes. O CIB é financiado integralmente pelo Crop Life, um fundo das cinco maiores empresas de biotecnologia do mundo para contra-atacar as informações negativas sobre os transgênicos. Sem revelar o orçamento atual da entidade, Adriana diz que os valores não têm caído nem aumentado, mas que não serão suficientes para financiar todos os planos que ela começa agora a desenhar para a entidade. “A ideia é buscar novos parceiros”.

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de transgênicos, atrás dos Estados Unidos. Segundo o Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações Biotecnológicas Agrícolas (ISAAA, em inglês), o país plantou 25,4 milhões de hectares com transgênicos na temporada 2010/11. Para a próxima safra, estima-se que a área chegará a 30,4 milhões de hectares. Perdem todos, dizem os opositores, já que não há estudos científicos de longo prazo que comprovem a inocuidade da tecnologia à saúde e ao ambiente.

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  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
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    Grande São Paulo (SP)
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