Excedente de frango no Brasil e o desafio do armazenamento

O Brasil, um dos maiores produtores e exportadores de carne de frango do mundo, enfrenta um significativo desafio logístico: a capacidade limitada de armazenamento do produto. Essa fragilidade se torna ainda mais crítica diante da possibilidade de embargos internacionais, por conta do problemático foco de gripe aviária confirmado em granja comercial no País.
Atualmente, a maior parte da produção avícola nacional está concentrada na Região Sul, com Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul respondendo por impressionantes 78% das exportações brasileiras. No entanto, essa pujança produtiva contrasta com uma infraestrutura de armazenagem que não acompanha o volume gerado.
Especialistas alertam que, se o país ficar impedido de exportar carne de frango por apenas 60 dias, um excedente superior a 400 mil toneladas teria que ser absorvido internamente.
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A capacidade de armazenamento em câmaras frias no País é estimada em apenas 15 a 20 dias, no máximo. Essa restrição agrava o problema do excedente, pressionando os preços para os produtores e impactando as margens de lucro das indústrias, evidenciando a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura para evitar crises no setor avícola.





















