Após retomada do status sanitário, recuperação das exportações ainda é lenta e mantém desequilíbrio no mercado interno
Carne de frango ainda enfrenta pressão, mas ritmo de queda desacelera em julho

Mesmo com o Brasil tendo recuperado o status de país livre de Influenza Aviária — perdido temporariamente após um caso confirmado em granja comercial em Montenegro (RS), em maio —, a retomada das exportações de carne de frango ocorre de forma gradual, o que mantém um descompasso entre a oferta e a demanda no mercado interno. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.
Segundo os pesquisadores, embora os embarques estejam sendo retomados, importantes países importadores ainda adotam cautela, o que faz com que parte da produção continue direcionada ao consumo interno. Isso pressiona os preços no mercado doméstico, que seguem em queda.
Apesar do cenário ainda desafiador, o Cepea destaca que as retrações observadas neste mês de julho são menos intensas do que aquelas registradas no período entre maio e junho, quando a carne de frango resfriada acumulou uma desvalorização expressiva de 13,4%.
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Além da demanda externa ainda enfraquecida, fatores sazonais também influenciam os preços no Brasil. O mês de julho, com férias escolares e o típico recuo no consumo familiar, somado ao período de fim de mês, contribui para intensificar a pressão sobre os valores da carne.





















