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América do Sul Alerta

Morcegos-Vampiros no Peru apresentam evidência de infecção por Influenza Aviária H5N1

Estudo revela que morcegos-vampiros no Peru têm evidência de infecção por Influenza Aviária H5N1, um novo hospedeiro na América do Sul

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Morcegos-Vampiros no Peru apresentam evidência de infecção por Influenza Aviária H5N1

Um estudo publicado na revista bioRxiv trouxe a primeira evidência de que o vírus da Gripe Aviária H5N1 infectou morcegos-vampiros (Desmodus rotundus) em áreas costeiras do Peru. A descoberta é notável por sugerir um novo hospedeiro na América do Sul para o vírus que devastou populações de aves e mamíferos marinhos na região no final de 2022.

Os pesquisadores especulam que os morcegos-vampiros, devido à sua dieta baseada em sangue, podem ter contraído o vírus ao se alimentar de presas marinhas infectadas. O foco do estudo reside na interação noturna desses morcegos com animais domésticos, aves e mamíferos, que potencialmente sofreram mortalidade em massa devido à variante viral.

Achados e Ausência de Disseminação Eficiente

A pesquisa, que durou oito anos, utilizou análises em morcegos selvagens e experimentos in vitro para avaliar a suscetibilidade dos morcegos à infecção.

  • Evidência de Exposição: Foram encontrados anticorpos do H5N1 nos morcegos-vampiros, confirmando a infecção.
  • Ausência de Barreira Fisiológica: Estudos laboratoriais indicaram que os morcegos-vampiros possuem receptores nos pulmões aos quais o H5N1 pode se ligar, e células de diversos órgãos (rins, fígado e pulmões) podem ser infectadas. Apesar disso, um dos autores, Daniel Streicker, afirma: “Os vírus que surgiram até agora não parecem estar se disseminando, mas não conseguimos identificar nenhuma barreira fisiológica real e eficaz.”

Risco de Pandemia Avaliado como Baixo

Embora a descoberta seja “muito interessante”, especialistas em saúde animal e virologia concordam que ela não deve ser motivo de grande preocupação imediata em relação a uma pandemia:

  • Baixa Prevalência: O patologista veterinário Thijs Kuiken, do Centro Médico Erasmus, observou que a pesquisa sugere que não mais do que 8% dos animais em qualquer colônia tinham anticorpos. Uma transmissão eficiente entre os morcegos resultaria em um número significativamente maior.
  • Perspectiva Virologista: O virologista Richard Webby, do St. Jude Children’s Research Hospital, concorda que a descoberta, por si só, não é alarmante, embora a infecção do H5N1 em novas espécies ou por vias diferentes sempre aumente o risco pandêmico em tese.

Os pesquisadores continuam sem ter certeza do porquê o vírus se espalhou tão pouco entre os morcegos, apesar da ausência de barreiras fisiológicas claras.

Referência: Extra Online

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