Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,74 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 148,04 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,24 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,18 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,82 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,93 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,19 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Internacional

UE tenta prosseguir com apoio da Itália para acordo com Mercosul

Entenda as articulações da Alemanha e da Comissão Europeia para garantir o apoio da Itália no acordo com o Mercosul

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UE tenta prosseguir com apoio da Itália para acordo com Mercosul

A Alemanha e a Comissão Europeia intensificaram, nesta semana, uma última rodada de articulações para convencer a Itália a apoiar o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo um importante parlamentar europeu, o avanço do tratado depende de uma decisão rápida e corre o risco de fracassar caso não seja assinado em breve.

Após cerca de 25 anos de negociações, o acordo com o Mercosul — bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — é considerado o maior da União Europeia em termos de redução tarifária. Países como Alemanha, Espanha e nações nórdicas defendem que o tratado pode impulsionar as exportações europeias, hoje pressionadas pelas tarifas dos Estados Unidos, além de reduzir a dependência da China e ampliar o acesso a matérias-primas estratégicas.

Apesar disso, o acordo enfrenta resistência interna. Setores contrários temem que a abertura comercial resulte em aumento da entrada de commodities a preços mais baixos, com impactos sobre a agricultura europeia. A Polônia mantém oposição firme, enquanto a França atua para adiar a votação, o que deslocou o foco das negociações para a Itália.

O presidente da Comissão de Comércio do Parlamento Europeu, Bernd Lange, afirmou à agência Reuters que houve uma reunião decisiva na noite de segunda-feira entre a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Segundo Lange, sem o apoio italiano, o acordo dificilmente avançará. “Se a Itália não estiver de acordo, acabou. Espero que hoje a situação fique mais clara”, declarou.

De acordo com fontes próximas às negociações, Meloni e o presidente francês Emmanuel Macron teriam concordado em trabalhar por um adiamento da votação, o que aumenta a incerteza sobre o cronograma.

A União Europeia e o Mercosul chegaram a um acordo de princípio em dezembro do ano passado. Von der Leyen planeja viajar ao Brasil neste fim de semana para formalizar a assinatura, mas, para isso, é necessária a aprovação do Conselho da UE, que reúne os governos dos países-membros. Para bloquear o tratado, é preciso a oposição de pelo menos quatro países que representem 35% da população do bloco, e diplomatas avaliam como provável que outra nação, como a Hungria, vote contra.

Bernd Lange afirmou acreditar que, caso o acordo não seja assinado ainda neste ano, a oportunidade poderá ser perdida. “Os países do Mercosul estão perdendo a paciência. Se não for possível assinar agora, essa janela se fecha e eles podem voltar sua atenção para parceiros estratégicos que a Europa não considera prioritários”, alertou.

Ainda nesta terça-feira, parlamentares europeus devem votar propostas de reforço às salvaguardas para os agricultores, ponto sensível nas negociações e uma das principais exigências da França para avançar no acordo.

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