O surto de Doença de Newcastle matou 145 mil aves na Líbia e levantou questões sobre a saúde da avicultura e as vacinas
Surto de Doença de Newcastle na Líbia mata 145 mil aves e expõe crise de vacinas

A avicultura no leste da Líbia enfrenta uma crise sanitária severa. Mohammed Aqab, chefe do Centro Nacional de Saúde Animal, confirmou um surto agressivo da Doença de Newcastle que já resultou na morte de mais de 145.000 aves. A epidemia atingiu fortemente áreas costeiras como Marj, Al-Bayda, Benghazi e Derna, com a região de Jabal al-Akhdar sendo o epicentro das perdas. Segundo as autoridades, a rápida disseminação do vírus é consequência direta da grave escassez de vacinas veterinárias no país, deixando os plantéis desprotegidos.
A doença, que é endêmica na região e não apresentava grandes surtos desde 2013, ressurgiu com força no início de dezembro. A falta de imunização preventiva na maioria das granjas permitiu taxas de mortalidade alarmantes. Além da barreira da vacinação, o centro enfrenta limitações de diagnóstico: de 100 amostras recebidas (capacidade próxima do limite dos kits de teste), 18 confirmaram positivo para o vírus.
Aqab alertou ainda que a Newcastle é uma zoonose, podendo causar inflamação ocular (conjuntivite) passageira em trabalhadores e veterinários que manuseiam as aves infectadas.
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O impacto econômico já é sentido no mercado local. Com a dizimação dos lotes, a oferta de carne branca caiu, elevando os preços ao consumidor e forçando o aumento da dependência de importações.
Para conter o avanço do vírus, o governo impôs quarentena nas áreas afetadas, proibindo o trânsito de aves entre municípios e intensificando a fiscalização em abatedouros. Especialistas reforçam que, sem a retomada da vacinação regular e rigoroso controle de biosseguridade, a produção avícola nacional continuará vulnerável.
Referência: Libya Update
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