Entenda como o setor de frango se adaptou à Influenza Aviária e alcançou resultados recordes ao final de 2025
Setor de frango supera Influenza Aviária e fecha 2025 com balanço positivo e recorde no poder de compra

O ano de 2025 provou a resiliência da avicultura brasileira. Mesmo enfrentando um caso confirmado de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial de Montenegro (RS) em maio, o que desencadeou suspensões temporárias de exportações , o setor encerra o ciclo com um balanço positivo.
Segundo pesquisadores do Cepea, a rápida resposta das instituições públicas e privadas em conter o foco sanitário permitiu a retomada dos embarques e garantiu a rentabilidade da cadeia produtiva.
O início do ano foi marcado por preços valorizados no atacado da Grande São Paulo, impulsionados por exportações fortes e demanda interna firme. O cenário mudou brevemente após o caso de gripe aviária, quando o bloqueio de mercados obrigou a indústria a redirecionar volumes para o mercado doméstico, derrubando as cotações por três meses. No entanto, a eficiência do controle sanitário flexibilizou as restrições rapidamente, permitindo a recuperação dos preços.
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Como resultado, a média anual do frango inteiro congelado superou a de 2024. Já o frango vivo (média SP) atingiu seu maior valor desde 2022. O destaque financeiro, porém, veio dos custos: com o farelo de soja registrando sua terceira menor média desde 2004, o poder de compra do avicultor paulista frente a esse insumo foi o melhor da história.
O saldo final é de um setor que, apesar dos sustos sanitários (incluindo o histórico de Newcastle em 2024), mostrou maturidade e eficiência para manter a estabilidade econômica.
Referência: Cepea





















