Brasil projeta incremento de 2,4% nas exportações de frango em 2026, com consumo per capita alcançando 47,3 kg/ano
Brasil prevê alta de 2,4% nas exportações de frango, consumo deve ir a 47,3 kg em 2026

A avicultura de corte brasileira inicia 2026 com um horizonte de crescimento sólido, sustentado tanto pela liderança global nas exportações quanto por um novo impulso no mercado doméstico.
Segundo análises do Cepea, a produção nacional deve atingir 14,73 milhões de toneladas, um aumento de 3,8% sobre 2025. O otimismo se estende aos embarques, com previsão de alta de 2,4%, reforçando a posição do Brasil, que hoje já responde por um terço de todo o frango comercializado no planeta.
No front interno, a demanda promete ser aquecida por fatores macroeconômicos. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o consumo per capita subirá para 47,3 kg/ano (+1,2%).
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Analistas ouvidos pelo Cepea destacam um motor importante para esse consumo: a isenção do imposto de renda para salários de até R$ 5 mil. A medida deve aumentar a renda disponível das famílias, favorecendo a compra de proteínas acessíveis como o frango.
Contudo, o setor mantém o sinal de alerta ligado para a questão sanitária. O risco de Influenza Aviária (H5N1) permanece no radar, especialmente entre os meses de maio e julho, período crítico para o fluxo de aves migratórias.
Pesquisadores lembram que, embora o Brasil tenha capacidade técnica comprovada de resposta, mantendo sua biosseguridade em níveis de excelência, qualquer foco em granjas comerciais pode resultar em embargos pontuais imediatos, como os vistos em maio de 2025. O monitoramento contínuo é a única barreira contra surtos que já afetam concorrentes nos EUA, Europa e Japão.
Referência: Cepea
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