Acompanhe como a Vigilância Sanitária está monitorando propriedades próximas ao foco de influenza aviária no Rio Grande do Sul
Vigilância sanitária intensifica monitoramento após foco de influenza aviária em aves silvestres no RS

O Serviço de Vigilância Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Rio Grande do Sul, iniciou uma operação de monitoramento em propriedades com aves domésticas localizadas em um raio de até 10 quilômetros do foco de influenza aviária registrado em aves silvestres na Lagoa da Mangueira, em Santa Vitória do Palmar, dentro da Reserva do Taim.
As visitas começaram na quarta-feira, 4 de março, e devem abranger cerca de 40 propriedades de subsistência situadas na área de vigilância. A iniciativa tem como objetivo acompanhar as condições de criação dessas aves e identificar rapidamente qualquer possível suspeita da doença, evitando a disseminação do vírus.
Segundo Grazziane Rigon, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) da Seapi, o trabalho também inclui ações de orientação aos produtores rurais. A recomendação é que criadores observem atentamente eventuais sinais da doença e comuniquem imediatamente o Serviço Veterinário Oficial caso percebam qualquer alteração.
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De acordo com a especialista, a rapidez na notificação é um fator decisivo para conter possíveis focos. “Quanto mais rápida a notificação, maior é a chance de evitar que a doença se espalhe”, destacou.
Vigilância preventiva segue plano sanitário nacional
A definição do raio de 10 quilômetros para as ações de monitoramento segue como medida preventiva adotada pela Secretaria com base no Plano de Contingência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), normalmente aplicado a focos registrados em aves comerciais.
Embora não exista determinação específica para casos envolvendo aves silvestres, a autoridade sanitária optou por estabelecer a área de vigilância como estratégia de precaução.
Além das visitas às propriedades com aves de subsistência, equipes também realizam ações de educação sanitária junto às autoridades locais, produtores da região e estabelecimentos agropecuários. Outra frente de trabalho envolve a vistoria em granjas comerciais localizadas na área de atuação da Supervisão Regional de Pelotas, com foco na verificação das medidas de biosseguridade adotadas.
As autoridades reforçam que qualquer suspeita de influenza aviária — caracterizada por sinais respiratórios, sintomas neurológicos ou mortalidade elevada e repentina entre aves — deve ser comunicada imediatamente à Secretaria da Agricultura por meio da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo canal de atendimento via WhatsApp.
Caso foi confirmado em cisnes-coscoroba na Lagoa da Mangueira
O foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade foi confirmado na terça-feira, 3 de março, em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, popularmente conhecida como cisne-coscoroba.
A ocorrência foi inicialmente registrada após a notificação de aves doentes ou mortas, atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul no dia 28 de fevereiro. Amostras coletadas no local foram encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
As autoridades sanitárias seguem monitorando a região e reforçando as medidas de prevenção, com o objetivo de proteger a produção avícola e evitar a disseminação da doença no estado.
Referência: GOV





















