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Internacional

Auditoria da União Europeia identifica falhas sanitárias e de rastreabilidade em frigoríficos chineses de carne de aves

A auditoria da União Europeia expõe problemas críticos em frigoríficos chineses, afetando a segurança na carne de aves

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Auditoria da União Europeia identifica falhas sanitárias e de rastreabilidade em frigoríficos chineses de carne de aves

Uma auditoria conduzida pela Comissão Europeia em estabelecimentos da China habilitados a exportar carne de aves e coelho para a União Europeia identificou falhas relevantes em rastreabilidade, certificação sanitária, segregação de produtos e bem-estar animal.

A missão teve como objetivo avaliar se os produtos destinados ao mercado europeu atendem às exigências sanitárias e regulatórias do bloco, reconhecidas como algumas das mais rigorosas do comércio internacional de alimentos.

Problemas de rastreabilidade e rotulagem de produtos

Entre os principais pontos levantados pelos auditores estão inconsistências no controle de origem dos produtos. Em alguns casos, mercadorias rotuladas como provenientes da Tailândia foram identificadas em lotes certificados como de origem chinesa, o que compromete a confiabilidade do sistema de rastreabilidade.

A auditoria também identificou o uso de embalagens inadequadas para produtos destinados ao mercado europeu e ausência de garantias de que os animais abatidos eram provenientes de fazendas oficialmente registradas e autorizadas a exportar para a União Europeia.

Segundo o relatório, essas falhas representam um risco para a integridade do sistema de certificação sanitária exigido pelo bloco.

Falhas em segregação e armazenamento aumentam risco sanitário

Outro ponto crítico apontado foi a falta de segregação adequada entre produtos destinados à União Europeia e mercadorias direcionadas a outros mercados.

Durante as inspeções, os auditores observaram que carnes destinadas ao mercado europeu estavam armazenadas nas mesmas áreas que produtos voltados a países com exigências sanitárias diferentes. Também foram relatadas condições precárias em câmaras frias e embalagens danificadas, o que pode elevar o risco de contaminação.

Para os auditores europeus, a ausência de segregação clara entre fluxos comerciais distintos representa uma falha relevante na prevenção de contaminação cruzada.

Auditoria aponta problemas de bem-estar animal

A inspeção também identificou inconsistências no cumprimento das normas de bem-estar animal, que fazem parte das exigências sanitárias da União Europeia para importação de proteínas animais.

Entre os problemas observados estão falhas no processo de insensibilização das aves antes do abate e relatos de exposição dos animais a choques elétricos antes da execução adequada do procedimento de atordoamento.

Os auditores também registraram que veterinários responsáveis pela inspeção sanitária em alguns estabelecimentos não demonstraram pleno conhecimento das exigências europeias, fator considerado preocupante no processo de certificação.

Fragilidades na certificação oficial comprometem confiabilidade

O relatório da auditoria também destaca fragilidades no sistema de certificação oficial utilizado para exportações ao mercado europeu. Entre os pontos citados estão informações incompletas ou inconsistentes nos registros de rastreabilidade, além de lacunas no entendimento das normas da União Europeia por parte de autoridades locais.

De acordo com o documento, problemas de comunicação entre diferentes órgãos reguladores chineses também dificultam a aplicação uniforme das exigências sanitárias exigidas pelo bloco europeu.

União Europeia cobra adequações para manter comércio

A União Europeia adota o princípio de que alimentos importados devem cumprir os mesmos padrões sanitários aplicados aos produtores do bloco, incluindo regras relacionadas a segurança alimentar, rastreabilidade e bem-estar animal.

Diante das irregularidades identificadas, a Comissão Europeia estabeleceu prazo para que as autoridades chinesas apresentem medidas corretivas, incluindo a implementação de sistemas completos de rastreabilidade, a segregação adequada entre produtos destinados ao mercado europeu e a outros destinos, além de programas de treinamento para certificadores sanitários.

Também foi solicitado o reforço das práticas de bem-estar animal nos estabelecimentos habilitados a exportar para a União Europeia, como condição para garantir a continuidade do comércio.

Referência: EC.EUROPA.EU

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