O uso da tecnologia de informação pode ajudar a aumentar a produtividade de aves.
Software ajuda a traçar aumento da produtividade de aves de postura
Redação (23/11/06) – Um estudo em andamento pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com a Hy-Line, indústria avícola, mostra que o acompanhamento do processo pode permitir maior produção de ovos nas galinhas, chegando aumentos de 5% a 10%.
“Com as descobertas, a empresa pode mudar seus procedimentos, estendendo o aumento de produtividade a todo o plantel”, diz Marcelo Gomes Ferreira Lima, pesquisador da Unicamp. O estudo usa um software de inteligência analítica desenvolvido pelo SAS Brasil. Baseado em dados comportamentais, os pesquisadores identificam padrões dos lotes de aves que tiveram os melhores resultados de incubação.
A partir da análise de dados dos últimos quatro anos, verificou-se que as galinhas mais velhas são até 10% mais produtivas que as mais novas, quando em idade superior a 60 semanas. Aquelas que são submetidas a mais de 19 dias de calor superior ao normal, nesta idade, também são mais produtivas. O estudo mostrou também que, na hora da incubação, lotes com mais de 16 mil ovos são mais eficientes – se convertem em mais animais “vendíveis”. Os mesmos resultados não foram verificados em galinhas vermelhas, apenas nas brancas. “Com esses dados a indústria pode se preparar para quando quiser aumentar a sua produtividade”, diz Lima.
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Há um ano a Unicamp acompanha o estudo no incubatório da Hy-Line. Segundo Lima, as conclusões são baseadas em informações do histórico da indústria, sem que sejam detectadas as causas. “É apenas uma informação que estava no banco de dados e que permite projetar e aumentar as chances de sucesso no negócio”, avalia.
“Baseado em dados do passado, as empresas podem fazer projeções para o futuro”, explica Ivan Pezolli, diretor de Vendas do Cone Sul e Manufaturas do SAS Brasil. O software faz com que algoritmos matemáticos tracem cenários sobre os mais diferentes aspectos, como custos e investimentos – multinacionais como a Cargill e a Bunge usam a tecnologia da . Além de licenciar o software para as empresas, o SAS do Brasil também presta consultoria àqueles que utilizarem a tecnologia.





















