A situação econômica da indústria de etanol no Brasil “está piorando”, em parte por causa da regulação do preço da gasolina para conter a inflação.
IEA ‘atesta’ crise do etanol no Brasil

A situação econômica da indústria de etanol no Brasil “está piorando”, em parte por causa da regulação do preço da gasolina para conter a inflação, diz a Agência Internacional de Energia (AIE). Essa política “mina o etanol” economicamente, afirma a entidade em relatório anual sobre energia renovável publicado ontem.
Com perspectivas “menos otimistas” para Brasil e EUA, a agência revisou para baixo a produção mundial de etanol para 104 bilhões de litros em 2020. Segundo a AIE, o desenvolvimento de energias renováveis está ameaçado de desacelerar nos próximos anos por causa de incertezas de regulação em diversos países.
No caso do etanol, a entidade nota que, após um período de rápida expansão, a produção e o consumo enfrentam desafios nos três grandes produtores. No Brasil, a indústria sofre por tabela com a regulação do preço da gasolina. Nos EUA, deficiências no mandato para uso de bicombustível criaram manifestos, levando a revisões que causam incertezas no mercado. Na União Europeia, há controvérsias sobre a sustentabilidade dos produtos.
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Mas há uma mudança nos rumos de avanço do etanol, com mais estímulos na África e no sudeste da Ásia, onde a ideia é reduzir a fatura do petróleo importado no futuro. A produção de bicombustíveis poderá alcançar 139 bilhões de litros em 2020, inferior à projeção anterior. No caso do etanol, a projeção para 2018 foi cortada em quase 4 bilhões de litros. Já a produção de biodiesel poderá crescer, sobretudo na Ásia.





















