A empresa vai investir 500 milhões de reais na construção da unidade, que ficará às margens da rodovida BR-163,
Lucas E3 mira pós-pandemia e fecha acordo para planta de etanol de milho no Brasil

A norte-americana Lucas E3 anunciou nesta quarta-feira um acordo com a brasileira Maracajá Bioenergia para a construção de uma planta de etanol de milho em Mato Grosso, otimista de que a demanda por combustíveis terá se recuperado quando a obra for concluída.
A Lucas E3 disse que a empresa brasileira vai investir 500 milhões de reais na construção da unidade, que ficará às margens da rodovida BR-163, principal corredor de exportação de soja e milho de Mato Grosso, com escoamento para portos no Pará.
O anúncio ocorre em um dos piores momentos da história para o mercado de etanol do Brasil, com a demanda despencando quase 50% em meio às medidas de isolamento social devido à pandemia de coronavírus.
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A planta será construída no norte de Mato Grosso, maior produtor de milho do Brasil, no município de Matupá, a 680 quilômetros da capital Cuiabá.
“Nós decidimos pela construção da planta agora porque esperamos que toda essa situação com o coronavírus tenha terminado quando iniciarmos produção, daqui a um ano e meio”, disse Cleocelio Morais, diretor-executivo da Maracajá Bioenergia, em comunicado divulgado pela Lucas E3.
A produção de etanol de milho do Brasil teve forte impulso nos últimos anos, enquanto a produção de etanol de cana segue estável. Analistas disseram que a principal razão para isso é a ampla oferta do cereal no Centro-Oeste.
Morais afirmou que a proximidade do terminal de exportação de grãos do rio Tapajós foi um dos fatores para a escolha do local de instalação da planta, tanto para vendas para a região Nordeste quanto para possíveis exportações.





















